Rentabilidade relativa: o que é, como calcular, importância

Rentabilidade relativa é a medida que mostra como um investimento se comportou em comparação com o desempenho do mercado ou de um índice de referência. Leia.

15 de setembro de 2025 - por Sidemar Castro


A rentabilidade relativa mostra como um investimento se saiu em comparação com um índice de referência do mercado. Diferente da rentabilidade absoluta, que foca apenas no retorno isolado, ela ajuda o investidor a entender se o desempenho foi realmente bom dentro do cenário econômico.

Quer saber como calcular e por que isso importa? O artigo explica tudo. Leia!

Leia mais: Rentabilidade: o que é, tipos, como funciona e como calcular

O que é rentabilidade relativa?

Suponha que você aplicou seu dinheiro num fundo de ações e ele rendeu 15% em um ano. Parece ótimo, certo?

Mas suponha também que o Ibovespa (índice que mede o desempenho do mercado de ações no Brasil) rendeu 20% no mesmo período. Aí começamos a ver algo interessante: embora você tenha obtido retorno (o que é bom), ele ficou abaixo do que o mercado entregou.

É aí que entra a rentabilidade relativa: ela mede exatamente isso, quanto acima ou abaixo do benchmark (no exemplo, o Ibovespa) o seu investimento performou.

Se seu rendimento fosse de 22% enquanto o índice rendeu 20%, sua rentabilidade relativa seria positiva; se fosse exatamente ao benchmark, daria zero; se fosse menor, seria negativa.

Essa medida é muito útil para avaliar se valeu a pena correr riscos ou se seu gestor de investimento está fazendo um bom trabalho.

Como calcular a rentabilidade relativa? (colocar exemplos)

Para calcular a rentabilidade relativa, é só pegar o quanto seu investimento cresceu, tirar o quanto o benchmark cresceu, e dividir esse resultado pelo próprio benchmark. Depois, multiplica por 100 pra ver em porcentagem.

Vamos a um exemplo: você aplicou num fundo que rendeu 60% no ano. Parece ótimo, né? Mas se o Ibovespa subiu 22,28% no mesmo período, a conta fica assim: (60 – 22,28) / 22,28 = 1,693. Multiplicando por 100, dá 169,3%. Ou seja, seu fundo teve uma rentabilidade relativa de 169% acima do Ibovespa. Aí sim, dá pra comemorar.

Saiba também: Rentabilidade real, o que é? Cálculos, importância e rendimento negativo

Rentabilidade relativa e benchmark

Quando a gente investe, normalmente se fala em rentabilidade absoluta, esse é o total que o dinheiro rendeu, sem comparações externas. Mas a rentabilidade absoluta nem sempre conta toda a história. É aí que entra a rentabilidade relativa.

Ela mostra o desempenho de um investimento em comparação com um índice de referência, o chamado benchmark. Esse índice pode ser algo como o CDI, o Ibovespa ou outro indicador que represente bem a classe de ativo que você escolheu.

Vamos imaginar que você aplicou seu dinheiro em um fundo que rendeu 15% no ano. Parece ótimo, certo? Agora imaginemos que o benchmark que acompanha esse tipo de aplicação rendeu 20% no mesmo período.

A rentabilidade absoluta do fundo foi positiva, mas a rentabilidade relativa será negativa, porque ele ficou atrás do que o mercado como um todo fez.

Essa métrica é muito útil porque ajuda o investidor a entender se o retorno obtido valeu de fato, considerando o cenário do mercado. É como saber se seu carro andou bem, mas também se ele andou melhor ou pior do que os carros semelhantes na estrada. Seu benchmark precisa ser bem escolhido, senão a comparação fica injusta ou enganosa.

Saiba também: Indicadores de mercado: quais são eles e como utilizá-los?

Quais são as aplicações da rentabilidade relativa?

1) Avaliação de fundos de investimento

A rentabilidade relativa ajuda o investidor a entender se um fundo está realmente entregando um bom desempenho. Não basta olhar o quanto ele rendeu; é preciso comparar com o benchmark, como o CDI ou o Ibovespa. Se o fundo rendeu 10% e o benchmark 8%, ótimo. Mas se o benchmark rendeu 12%, talvez seja hora de repensar.

2) Gestão de carteiras

Gestores usam essa métrica para saber se estão no caminho certo. Ela mostra se a estratégia adotada está superando o mercado ou ficando para trás. É como um termômetro que indica se os ajustes na carteira estão surtindo efeito.

3) Cálculo de taxa de performance

Em muitos fundos, o gestor só recebe uma taxa extra (performance) se conseguir superar o benchmark. A rentabilidade relativa é o que define esse “bônus”. Se o fundo bateu o índice de referência, o gestor é recompensado. Se não, nada feito.

4) Comparação entre ativos

Ela também é útil para comparar diferentes tipos de investimentos. Por exemplo, duas ações podem ter rendido 15%, mas se uma delas superou o Ibovespa e a outra não, a primeira teve melhor desempenho relativo.

5) Análise de eficiência

Mais do que saber se houve lucro, a rentabilidade relativa mostra se o investimento foi eficiente. Um retorno alto pode parecer bom, mas se o mercado como um todo teve um desempenho ainda melhor, talvez o investimento não tenha sido tão vantajoso assim.

Quais são as vantagens e desvantagens da rentabilidade relativa?

Vantagens

A rentabilidade relativa é uma das métricas mais estratégicas para quem busca eficiência nos investimentos. Ela não se limita ao retorno bruto, mas revela se o ativo conseguiu superar o desempenho médio do mercado. Isso é especialmente relevante em fundos com gestão ativa, onde o objetivo é justamente bater o benchmark. Quando isso acontece, o gestor pode até receber uma taxa de performance, o que mostra como essa métrica é levada a sério.

Outra vantagem é que ela permite uma leitura mais contextualizada do mercado. Em vez de olhar apenas para o número final, o investidor consegue entender se aquele resultado foi realmente expressivo ou apenas acompanhou a maré. Isso é essencial para quem quer montar uma carteira competitiva e bem ajustada.

Desvantagens

Mas nem tudo é flores. A rentabilidade relativa exige uma escolha criteriosa do benchmark. Um erro nessa etapa pode distorcer completamente a análise.

Além disso, ela ignora o risco envolvido. Um ativo pode ter superado o índice de referência, mas às custas de uma volatilidade altíssima. E isso, dependendo do perfil do investidor, pode ser um problema.

Outro ponto delicado é o foco excessivo no curto prazo. Comparações mensais ou trimestrais podem gerar decisões impulsivas, especialmente em momentos de alta oscilação.

Por isso, embora a rentabilidade relativa seja uma ferramenta valiosa, ela deve ser usada com parcimônia e sempre em conjunto com indicadores de risco e horizonte de investimento.

Diferenças entre rentabilidade relativa e rentabilidade absoluta

A rentabilidade absoluta mostra o quanto um investimento cresceu no período, sem qualquer comparação. Se você aplicou mil reais e terminou o ano com mil e duzentos, o ganho foi de 20%, simples assim.

Já a rentabilidade relativa avalia esse desempenho frente a um benchmark, como CDI ou Ibovespa. Assim, dá para saber se o resultado foi realmente bom ou se poderia ter sido melhor, considerando o mercado.

A absoluta mede o quanto você ganhou, enquanto a relativa responde se esse ganho foi acima ou abaixo da média.

Leia também: Diferenças entre rendimento e rentabilidade

Fontes: Bora Investir, Dicionário Financeiro, Top Invest.

Ponto de equilíbrio econômico, contábil e financeiro

Como o BTG Pactual ficou maior do que Bradesco e Santander?

MACD: o que é, como funciona, como interpretar

Diferenças entre ME e EPP