5 de outubro de 2021 - por Jaíne Jehniffer
Falar sobre as maiores empresas do Brasil é, de certa forma, falar sobre o próprio pulso da economia nacional. Cada posição nesse ranking carrega uma história de setores que crescem, se transformam ou perdem espaço.
Vamos saber quais empresas estão nessa lista? Vem com a gente!
Lista das 15 maiores empresas do Brasil
1- Petrobras
Não é surpresa nenhuma a Petrobras abrir essa lista. Com valor de mercado próximo de R$ 496,75 bilhões, ela segue sendo a empresa mais valiosa do país e um símbolo da força energética nacional.
Criada em 1953, a estatal se tornou uma autoridade mundial quando o assunto é extrair petróleo em águas profundas, sobretudo nas camadas do pré-sal, um território que exigiu décadas de pesquisa e tecnologia de ponta para se tornar viável.
O curioso é que, mesmo sendo símbolo do petróleo, a companhia já direciona parte relevante dos investimentos para biocombustíveis e parques eólicos no mar, sinal de que está se preparando para um cenário energético diferente do atual.
2- Itaú Unibanco
O maior banco privado brasileiro carrega um valor de mercado de R$ 331,36 bilhões, e boa parte dessa força vem de uma fusão que mudou o setor financeiro em 2008, quando Itaú e Unibanco se uniram.
De lá para cá, o banco apostou em tecnologia: hoje usa inteligência artificial e análise de grandes volumes de dados para entender comportamentos e oferecer produtos sob medida para cada cliente.
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3- Vale
Sustentar boa parte da economia brasileira é tarefa da Vale, maior produtora mundial de minério de ferro e níquel, avaliada em R$ 263,49 bilhões. A mineradora vende para mais de 30 países e vem ampliando seu leque de produtos para incluir metais estratégicos na eletrificação global, caso do lítio e do cobalto.
Um detalhe pouco lembrado é o investimento em mineração a seco, técnica que reduz drasticamente o uso de água e diminui riscos ambientais em comparação aos métodos tradicionais.
4- WEG
A catarinense WEG prova que tecnologia industrial de qualidade não é exclusividade de gigantes globais. Com valor de mercado de R$ 223,76 bilhões, ela se firmou como referência em motores elétricos de alta eficiência e em soluções completas para energia solar e eólica.
Poucas empresas brasileiras conseguem dizer que exportam para mais de 135 países e mantêm fábricas espalhadas por mais de 30 nações, um alcance que coloca a WEG no mapa da indústria mundial.
5- Ambev
Dona de marcas que fazem parte do dia a dia de milhões de brasileiros, como Brahma e Skol, a Ambev vale R$ 203,75 bilhões e domina o mercado nacional de bebidas.
O que chama atenção nos últimos anos é a mudança de rumo: a companhia tem investido forte em bebidas sem álcool, opções mais saudáveis e embalagens recicláveis, buscando acompanhar um consumidor.
6- Banco do Brasil
O Banco do Brasil foi fundado em 1808 e avaliado atualmente em R$ 159,95 bilhões. Sua marca registrada é a liderança no crédito rural, área em que atua como parceiro direto do agronegócio nacional.
Nos últimos anos, o banco tem concentrado esforços em modernizar seus processos digitais sem abrir mão de uma governança corporativa considerada sólida pelo mercado.
7- BTG Pactual
Referência em banco de investimentos na América Latina, o BTG Pactual soma R$ 144,36 bilhões em valor de mercado. Sua atuação passa por capital de risco, gestão de fundos e assessoria em fusões e aquisições, mas o que tem chamado atenção é o investimento pesado em fintechs, movimento que amplia o acesso de pequenos e médios investidores ao mercado de capitais.
8- Bradesco
Com uma das maiores redes de agências do país, o Bradesco está avaliado em R$ 151,90 bilhões. Diferente de outros bancos da lista, uma fatia expressiva de sua receita vem do setor de seguros, área em que construiu forte presença ao longo dos anos.
A instituição também aposta em blockchain e inteligência artificial para tornar o atendimento digital mais ágil e personalizado.
9- Santander
O Santander Brasil carrega valor de mercado de R$ 113,16 bilhões, resultado de uma trajetória que ganhou força após a compra do Banespa em 2000.
A estratégia atual passa por digitalizar cada vez mais os serviços e por uma atuação junto a pequenas e médias empresas, público que o banco identifica como oportunidade de crescimento.
10- Itaúsa
Poucas pessoas percebem que a Itaúsa é uma holding, e não um banco. Ela administra participações relevantes em diversas empresas, sendo o Itaú Unibanco a mais expressiva delas. Seu portfólio, no entanto, vai além do setor financeiro e inclui nomes como Alpargatas, Dexco e CCR.
Entre investidores, é conhecida por distribuir dividendos generosos, o que a torna presença constante em carteiras de renda passiva.
11- Vibra Energia
Antes conhecida como BR Distribuidora, a Vibra Energia lidera a distribuição de combustíveis no país e vale R$ 94,85 bilhões.
Ela opera a maior rede de postos do Brasil, mas o movimento mais interessante é a transformação em fornecedora completa de energia: a empresa já investe em mobilidade elétrica e em combustíveis menos poluentes, como o gás natural veicular.
12- Natura & Co
No setor de cosméticos, quem lidera é a Natura & Co, avaliado em R$ 90,50 bilhões e dono de marcas como Natura e Avon.
A empresa se tornou referência mundial quando o assunto é sustentabilidade, com cadeias produtivas pensadas para minimizar impactos ambientais e buscar a neutralidade de carbono.
13- Multiplan
Especializada em shopping centers de alto padrão, a Multiplan vale R$ 85,40 bilhões e concentra seus empreendimentos em regiões metropolitanas estratégicas.
O diferencial da companhia está em criar experiências que vão além das compras, unindo lazer, gastronomia e tecnologia para integrar digitalmente seus espaços físicos.
14- Magazine Luiza
Conhecida carinhosamente como Magalu, a Magazine Luiza vale R$ 83,70 bilhões e se tornou um case de transformação digital no varejo brasileiro.
A empresa conseguiu integrar lojas físicas e e-commerce, algo que poucos concorrentes conseguiram replicar na mesma escala.
Além disso, expandiu sua atuação para serviços financeiros e logística, ampliando as frentes de receita do grupo.
15- Cosan
Fechando a lista está a Cosan, que atua em energia, infraestrutura e agronegócio, avaliado em R$ 80,95 bilhões. A empresa é uma das maiores produtoras de bioetanol e açúcar do país e conta com uma estrutura logística robusta, responsável por escoar commodities essenciais para a economia brasileira com eficiência.
Como as maiores empresas do Brasil são classificadas?
O critério mais usado para classificar as maiores empresas do Brasil é o valor de mercado, acompanhado pela B3 e por analistas financeiros. Ele resulta da multiplicação entre o número de ações em circulação e o preço atual de cada uma, número que muda conforme a negociação na bolsa e que serve de base para o Ibovespa, principal referência do mercado acionário nacional.
Outros rankings usam critérios diferentes. A Fortune classifica pela receita anual, enquanto a Forbes Global 2000 combina receita, lucro, ativos e valor de mercado em uma média ponderada.
Já o capital social registrado na Receita Federal mostra apenas o quanto os sócios declararam como investimento formal na empresa, sem relação direta com faturamento ou valor real de mercado.
Características das maiores empresas do Brasil
Olhando para o topo do ranking corporativo brasileiro, um padrão salta aos olhos: petróleo, mineração e bancos dominam, enquanto empresas de tecnologia pura ainda ocupam um espaço secundário.
Isso diz muito sobre a estrutura econômica do país, historicamente apoiada em commodities e em um sistema financeiro robusto, e não em modelos de negócio digitais como os que lideram outras economias.
A maioria dessas companhias também tem capital aberto, negocia ações na B3 e carrega peso tanto dentro quanto fora do Brasil. Vale acrescentar que São Paulo concentra a maior parte desse universo: mais da metade das mil maiores empresas do país, considerando o capital social, tem sede no estado.
Estatais e empresas privadas dividem esse topo sem grandes conflitos, e ambas seguem na mesma direção quando o assunto é modernização: digitalização acelerada e investimento em ESG viraram condição para continuar competitivas lá fora.
Itaú e Bradesco, por exemplo, puxam a fila quando o tema é lucro e inovação no setor bancário, enquanto Petrobras e Vale sustentam boa parte das exportações brasileiras e da segurança energética do país.
Importância das maiores empresas do Brasil
Não dá para entender o tamanho da economia brasileira sem olhar para essas gigantes corporativas. Elas movimentam cifras na casa dos trilhões e, na prática, definem o ritmo de setores inteiros, especialmente energia, finanças e commodities.
Nelas que se apoia boa parte da segurança energética do país, das receitas de exportação e do crédito que sustenta o agronegócio, o que as transforma em peças estruturais, não apenas em grandes negócios isolados.
Fora do país, mostram que o Brasil tem competitividade para disputar espaço em mercados internacionais e abrem portas comerciais em diferentes continentes. Internamente, o papel vai além do financeiro.
Estatais como essas costumam carregar responsabilidades sociais, do pagamento de benefícios à condução de agendas de sustentabilidade e modernização tecnológica dentro do próprio setor privado.
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