5 de agosto de 2022 - por Jaíne Jehniffer
Todo investimento carrega uma parcela de incerteza sobre o retorno futuro. Esse é o núcleo do conceito de riscos de investimentos: a chance real de o rendimento ficar abaixo do esperado ou até resultar em perda financeira, algo que acontece tanto na renda variável quanto em aplicações consideradas mais seguras, como a renda fixa.
Vamos saber mais sobre? Vem com a gente!
O que são riscos de investimentos?
Todo real aplicado carrega uma dose de imprevisibilidade.
Ninguém compra uma ação ou um título pensando em perder, mas o mercado não trabalha com garantias absolutas: até a renda fixa, vista como porto seguro por boa parte dos investidores, pode surpreender diante de calotes de emissores ou mudanças bruscas na economia.
A lógica por trás disso é a de que quanto maior a promessa de retorno, maior a chance de a coisa não sair como o esperado. Por isso, antes de decidir onde colocar dinheiro, vale entender o próprio limite para lidar com perdas, porque essa tolerância pessoal é que vai guiar boas escolhas.
Esses perigos não aparecem todos da mesma forma. Existe aquele momento em que o emissor de um título simplesmente não paga o combinado, um problema de crédito. Há também situações em que o ativo até vale dinheiro no papel, mas não tem comprador disponível na hora que você precisa, dificuldade de liquidez.
Fora isso, taxas de juros e cenários econômicos mexem com os preços dos ativos o tempo todo, gerando o que se chama de risco de mercado, sem contar falhas internas de gestão ou sistemas das empresas, que entram na categoria operacional.
Diante de tantas variáveis, apostar tudo em um único lugar costuma sair caro. Espalhar recursos entre setores e tipos de ativos diferentes ajuda a suavizar o impacto quando algo dá errado, já que o ganho em uma frente pode cobrir o tropeço em outra.
Não elimina o risco, mas torna o caminho bem mais equilibrado para quem quer construir patrimônio com menos sustos pelo caminho.
Quais são os tipos de riscos de investimentos?
Dá para separar os riscos de um investimento em algumas categorias.
O crédito é talvez o mais temido: acontece quando quem pegou seu dinheiro emprestado, seja uma empresa ou uma instituição financeira, não devolve o valor combinado nem paga os juros no prazo.
A liquidez conta uma história diferente, ela mede o quão rápido você consegue converter aquele ativo em dinheiro na conta sem sair perdendo no processo.
Um imóvel ilustra bem esse ponto: pode valer uma fortuna no papel, mas encontrar alguém disposto a comprá-lo às pressas, pelo preço certo, é outra história.
Fora essas duas frentes mais conhecidas, o cenário econômico entra através do risco de mercado, que reflete como juros, inflação e outras variáveis da economia empurram o valor dos ativos para cima ou para baixo sem aviso prévio.
Dentro das próprias empresas, erros de gestão, falhas em sistemas ou problemas internos configuram o risco operacional, algo que muitas vezes passa despercebido até gerar um prejuízo concreto.
Diante dessa variedade de ameaças, fica claro por que colocar todos os recursos em um único lugar raramente é uma boa ideia.
- Leia mais: Como investir no mercado imobiliário?
Como avaliar os riscos de investimentos?
Antes de olhar para qualquer ativo, o ponto de partida real é olhar qual é o seu prazo, quanto tempo esse dinheiro pode ficar guardado e o quanto uma queda no meio do caminho mexeria com o seu sono.
A partir daí entra aquele equilíbrio clássico entre o quanto de incerteza você está disposto a carregar, o retorno que espera obter e a rapidez com que pode recuperar o dinheiro se precisar.
Vale lembrar que essas três pontas raramente andam juntas na mesma intensidade, promessas de ganhos gordos costumam vir acompanhadas de mais instabilidade, enquanto opções mais tranquilas tendem a entregar resultados discretos.
Chega a hora de investigar o ativo em si. Isso significa checar a saúde financeira de quem está por trás da aplicação, seja um banco, uma empresa ou um governo, e entender como esse emissor tem se comportado ao longo do tempo.
Só que essa avaliação não termina depois da primeira decisão de compra. O cenário econômico muda, empresas passam por transformações e seus próprios objetivos de vida também evoluem com o tempo.