Saiba o que é risco de crédito e por que ele deve ser calculado

16 de fevereiro de 2022, por Jaíne Jehniffer

Tempo de leitura médio: 20 min, 52 seg


O risco de crédito é um cálculo baseado em diversas informações financeiras de um consumidor ou empresa que indica a probabilidade de não pagamento de uma dívida. Ele é calculado ao avaliar o histórico financeiro do cliente, sua capacidade de pagamento e outros fatores para determinar se as chances de honrar um compromisso financeiro são altas ou baixas.

Essa análise é fundamental para as empresas credoras, pois ajuda a decidir se devem conceder crédito ou não. Ela é realizada em diversas operações financeiras que envolvem confiança, como empréstimos, cartões de crédito, parcelamentos de compra e contratos de aluguel.

O risco de crédito é calculado considerando fatores como o caráter financeiro do cliente (histórico de pagamentos), sua capacidade de pagamento e a pontuação de crédito, que é uma medida da confiabilidade do consumidor em relação ao mercado.

Entenda mais sobre o risco de crédito, o que são e tipos existentes.

O que é risco de crédito?

O risco de crédito é o risco de calote. Sendo assim, ele está envolvido em todas as operações que envolvem empréstimo de dinheiro. Essa situação pode ocorrer de pontos de vistas diferentes:

  • Do banco para clientes: Se você pedir um empréstimo ao banco, ele vai fazer uma análise de crédito pessoal. Isso significa que ele vai avaliar qual o seu risco de crédito. Ou seja, qual é a sua capacidade de pagamento e as chances de você dar um calote nele.
  • De investidores para o banco. Essa é a situação contrária. Em outras palavras, o investidor empresta o seu dinheiro para o banco ou outro tipo de empresa.

Por exemplo, ao investir em um CDB, você está emprestando o seu dinheiro para o banco.

Dessa forma, existe o risco do banco te dar um calote. Sendo assim, o ideal é que você faça uma análise do risco de crédito do banco.

Quais são os tipos de risco de crédito?

1) Risco Individual

Este é o risco associado a um único mutuário. Refere-se à probabilidade de o mutuário não cumprir suas obrigações financeiras, resultando em perdas para a parte que concedeu o crédito.

O risco individual é comum em várias operações financeiras, incluindo empréstimos bancários, títulos de dívida, financiamentos, operações de leasing e outras transações que envolvam a concessão de crédito.

2) Risco Sistemático

Este é o risco que afeta todos os mutuários e não pode ser eliminado através da diversificação.

O risco sistemático pode ser causado por eventos que afetam todo o sistema financeiro, como uma crise econômica ou uma mudança na política monetária.

3) Risco de Inadimplência

É o risco mais conhecido no mercado de crédito. Refere-se à probabilidade de um mutuário não pagar suas dívidas no prazo estipulado.

O risco de inadimplência é um cálculo baseado em informações financeiras de um consumidor ou empresa que indica a probabilidade de não pagamento de uma dívida. Ele é calculado ao avaliar o histórico financeiro do cliente, sua capacidade de pagamento e outros fatores para determinar se as chances de honrar um compromisso financeiro são altas ou baixas.

4) Risco de Crédito de Nível A

Aplica-se a um investimento com baixo risco de crédito.

O risco de crédito de nível A é uma classificação que indica que o investimento apresenta um baixo risco de crédito. Essa classificação é dada por agências de classificação de risco, que avaliam a capacidade de um emissor de honrar seus compromissos financeiros.

O nível A é considerado um risco de crédito baixo porque o emissor tem uma boa reputação financeira, uma boa situação econômica e uma boa capacidade de pagamento. Isso significa que a probabilidade de o emissor não honrar seus compromissos financeiros é muito baixa.

5) Risco de Crédito de Nível B

Envolve uma opção com risco médio de crédito.

O risco de crédito de nível B é uma classificação que indica um risco de crédito médio. Essa classificação é dada por agências de classificação de risco e é utilizada para avaliar a capacidade de um emissor de honrar seus compromissos financeiros.

6) Risco de Crédito de Nível C

Indica uma aplicação com alto risco de crédito.

O risco de crédito de nível C é uma classificação que indica um risco de crédito alto. Essa classificação é dada por agências de classificação de risco e é utilizada para avaliar a capacidade de um emissor de honrar seus compromissos financeiros.

O nível C é caracterizado por uma situação financeira do devedor que é considerada ruim. Isso pode incluir atrasos nos pagamentos prolongados ou uma falta de recursos financeiros para honrar os compromissos.

Concluiondo, cada tipo de risco de crédito requer uma estratégia de gestão diferente. Portanto, é importante para as instituições financeiras, empresas e investidores entenderem esses riscos e implementarem estratégias eficazes para mitigá-los.

Outros tipos de riscos dos investimentos

Os investimentos contam com vários riscos. Sendo que o risco de crédito é apenas um deles. Alguns outros são:

  • Risco de mercado. O risco de mercado está relacionado com as oscilações de preços. Ou seja, são as perdas que você pode ter por causa da alta ou baixa dos preços dos ativos. Por exemplo, as ações passam por oscilações constantes. Essas oscilações podem te fazer tanto ganhar dinheiro, quanto perder dinheiro.
  • Risco de liquidez. A liquidez é a facilidade com que você consegue resgatar uma aplicação. Nesse sentido, o risco de liquidez é o risco de você não conseguir resgatar uma aplicação quando deseja, ou quando o resgate antecipado causa perdas.

Uma dica para diminuir esse risco, é escolher ativos com prazos condizentes com a realização dos seus objetivos. Além disso, não deixe de levar em conta o seu Perfil de investidor, o que é? Tipos existentes e exemplo de investimentos

Como funciona a análise de risco de crédito?

A análise de risco de crédito é um processo que as instituições financeiras e empresas utilizam para avaliar a probabilidade de um cliente não cumprir suas obrigações financeiras⁴. Aqui estão os passos principais desse processo:

  1. Análise do Caráter do Cliente: Aqui é analisado o histórico financeiro do cliente. As empresas podem consultar registros em órgãos de proteção ao crédito, ações judiciais, protestos em cartórios e outras fontes.
  2. Avaliação da Capacidade de Pagamento: Este passo envolve a avaliação da capacidade do cliente de cumprir com o pagamento da dívida. Nessa etapa a instituição pode avaliar o perfil do devedor e seu histórico financeiro, encontrando possíveis limites para novas dívidas.
  3. Verificação da Situação Financeira Atual: Normalmente, verifica-se a situação financeira atual do solicitante, sua renda e o seu relacionamento com a empresa credora e o mercado (histórico de pagamentos e movimentações financeiras).
  4. Políticas Internas da Empresa: As políticas internas dessas empresas também têm um peso importante na análise de risco de crédito. Enquanto algumas são mais flexíveis, outras são mais rígidas e preferem se expor menos aos riscos.
  5. Cálculo do Risco de Crédito: Você pode calcular o risco de crédito atribuindo notas aos clientes em cada um dos 5 C’s: caráter, capacidade, capital, colateral e condições. Atribua uma nota de 1 a 5 para cada categoria, sendo 1 a pior nota e 5 a melhor. Some essas notas e use essa pontuação para decidir se deve ou não oferecer crédito ao cliente.

Esses passos ajudam as instituições financeiras a tomar decisões informadas sobre a concessão de crédito, minimizando o risco de inadimplência. É importante notar que cada instituição pode ter seu próprio processo de análise de risco de crédito, que pode variar dependendo de vários fatores, incluindo o tipo de crédito que está sendo solicitado.

Quais são os C’s do risco de crédito?

1) Caráter

Está relacionado com a confiabilidade e a história de crédito da pessoa. As organizações que concedem crédito examinam se o indivíduo/organização paga suas dívidas corretamente e cumpre com todas suas obrigações financeiras.

O caráter é um dos principais fatores analisados na avaliação de risco de crédito. Ele está diretamente relacionado ao histórico financeiro do cliente e sua reputação no mercado. Nessa análise, são verificadas principalmente as transações realizadas no passado pelo cliente, seu histórico de pagamentos, tempo no mercado, idade, referências, entre outros dados.

2) Capacidade

Avalia a capacidade financeira do mutuário de pagar o empréstimo, ou seja, é feita uma análise de renda, histórico de crédito e estabilidade financeira da pessoa ou empresa.

A capacidade é avaliada examinando informações financeiras relevantes, como fluxo de caixa, renda, despesas, ativos e passivos.

3) Capital

Se refere aos recursos financeiros que o negócio ou pessoa possui, incluindo economias, investimentos e outros ativos que podem ser usados para pagar o crédito no caso de dificuldades financeiras.

O capital é um dos principais fatores analisados na avaliação de risco de crédito. Ele se refere ao patrimônio líquido da empresa-cliente e seus sócios, incluindo ativos líquidos e passivos.

A análise do capital é fundamental para determinar se o cliente tem os recursos necessários para cobrir os pagamentos acordados. Isso envolve a avaliação de ativos como dinheiro em caixa, imóveis, equipamentos, inventário e outros bens que podem ser utilizados como garantias.

4) Colateral

O colateral é um dos principais fatores analisados na avaliação de risco de crédito. Ele se refere à garantia que o devedor fornece ao credor para proteger o empréstimo contra o risco de inadimplência.

A garantia pode ser constituída por bens tangíveis, como imóveis, equipamentos ou ativos, que podem ser utilizados para cobrir a dívida em caso de inadimplência. Além disso, a garantia pode ser substituída por um avalista, que assume a responsabilidade de pagar a dívida caso o devedor não o faça.

5) Condições

Relaciona-se às condições econômicas, regulatórias e do mercado que podem afetar a capacidade do mutuário de pagar o empréstimo. Isso inclui a taxa de juros, o prazo do empréstimo e o propósito do crédito.

Especificamente, a análise das condições leva em conta: A situação financeira atual do cliente, as condições econômicas e de mercado que podem afetar a capacidade de pagamento do cliente no futuro e as perspectivas de negócios e de crescimento do cliente, que podem impactar sua capacidade de gerar receitas e honrar compromissos.

6) Conglomerado

Este é um critério adicional que algumas instituições podem considerar. Ele se refere à análise do grupo econômico do qual a empresa faz parte, avaliando a saúde financeira do grupo como um todo.

Qual é a importância da gestão de risco de crédito?

1) Aumenta a Previsibilidade Financeira

Ao saber qual é o risco de crédito das suas operações, você pode estimar com mais precisão os seus recebimentos futuros e planejar melhor o orçamento. A previsibilidade financeira se refere à capacidade de um devedor de gerar receitas estáveis e manter um fluxo de caixa positivo, o que ajuda a reduzir o risco de inadimplência.

Quanto mais previsível for o fluxo financeiro do devedor, menor será o risco de crédito, pois a empresa terá mais certeza de que o devedor poderá pagar suas dívidas.

2) Controla a Inadimplência

A gestão de risco de crédito ajuda a controlar a inadimplência, minimizando as perdas financeiras associadas a ela.

A gestão de risco de crédito é fundamental no controle da inadimplência porque ajuda a reduzir os riscos associados à concessão de crédito. Isso é feito através da análise minuciosa do perfil do cliente, incluindo seu histórico financeiro, capacidade de pagamento e situação patrimonial.

3) Permite Equilibrar o Fluxo de Caixa

A gestão de risco de crédito permite equilibrar o fluxo de caixa, garantindo que a empresa tenha recursos suficientes para operar eficientemente.

A gestão de risco de crédito envolve a avaliação criteriosa da capacidade de pagamento do cliente, definição de políticas de crédito claras e monitoramento constante do comportamento de pagamento. Além disso, a gestão de risco de crédito também ajuda a fortalecer relações com clientes, reduzir a necessidade de recursos para cobrir perdas financeiras e manter a competitividade no mercado.

4) Amplia a Competitividade do Negócio

Uma boa gestão de risco de crédito pode melhorar a competitividade do negócio, permitindo que a empresa ofereça melhores condições de crédito aos seus clientes.

A gestão de risco de crédito é pode ampliar a competividade do negócio, pois ajuda a reduzir a inadimplência e minimizar perdas financeiras.

5) Mitiga Perdas Financeiras

A gestão de risco de crédito desempenha um papel importantíssimo no mundo financeiro, permitindo que empresas e instituições financeiras avaliem e controlem os riscos associados a empréstimos, investimentos e transações de crédito.

Isso é feito através da análise minuciosa do perfil de quem solicita crédito, monitoramento contínuo do desempenho e definição de políticas de crédito claras

6) Maximiza Lucros

A eficácia da gestão de risco de crédito é importante para garantir que a empresa minimize suas perdas financeiras e maximize seus lucros.

Esses pontos destacam a importância da gestão de risco de crédito para qualquer empresa que envolva concessão de crédito ou financiamento.

Quais são os principais desafios da gestão de risco?

1) Dados e Informações Incompletas

Um dos desafios fundamentais na gestão de riscos é a disponibilidade e a qualidade dos dados. A falta de dados precisos e completos pode dificultar a avaliação precisa dos riscos.

Dados cadastrais inconsistentes, incorretos ou incompletos prejudicam a aplicação de ações de due diligence. É extremamente importante que as informações contidas em cadastros estejam completas para uma análise de risco eficaz.

Fazer gestão de risco envolve reunir o maior número de informações possíveis sobre clientes e parceiros. Quanto mais informações, mais fácil analisar o risco e identificar indícios de crimes financeiros.

2) Incerteza e Complexidade

A incerteza é um desafio, pois é difícil prever com precisão como os eventos futuros afetarão a empresa. Isso é especialmente verdadeiro em áreas como a gestão de risco de crédito, onde a incerteza sobre a capacidade de pagamento do cliente é um fator crítico.

A complexidade é outro desafio, porque a gestão de risco envolve a análise de muitos fatores, como a composição da carteira, a estrutura de capital, a gestão de fluxo de caixa e a avaliação de risco.

O Big Data pode ajudar a mitigar esses desafios, pois permite a análise de grandes volumes de dados para identificar padrões e tendências que podem ajudar a prever riscos. Além disso, a tecnologia também pode ser usada para detectar fraudes e melhorar a gestão de risco.

3) Suposição de Distribuição Normal

Muitas vezes, os modelos de risco assumem uma distribuição normal, o que pode não ser verdadeiro na realidade.

A distribuição normal é uma suposição comum em muitas análises de risco, mas não é sempre verdadeira. Em muitos casos, as distribuições de risco são mais complexas e não seguem a distribuição normal. Isso pode levar a erros significativos nas análises de risco e na tomada de decisões

4) Viéses Comportamentais

Os vieses comportamentais podem afetar a percepção e a avaliação dos riscos.

As decisões tomadas por indivíduos podem ser influenciadas por fatores subjetivos, como emoções e preconceitos, que podem levar a erros de avaliação e tomada de decisões. Os viéses comportamentais são comportamentos ou atitudes que podem influenciar a tomada de decisões e a gestão de risco.

5) Falta de Integração

A falta de integração entre diferentes áreas da empresa pode dificultar a gestão eficaz dos riscos. Essa falta pode resultar em dados incompletos ou inconsistentes, o que pode levar a decisões erradas e aumentar o risco de perdas financeiras.

Ela pode causar desalinhamento entre as diferentes áreas de uma organização, levando a conflitos e confusões sobre a responsabilidade de cada um.

6) Dificuldade em Quantificar Riscos Intangíveis

Alguns riscos, como os riscos reputacionais, são intangíveis e podem ser difíceis de quantificar.

A dificuldade em quantificar riscos intangíveis é um desafio da gestão de risco, pois é difícil avaliar e gerenciar esses riscos devido à sua natureza intangível. Para lidar com essa dificuldade, é fundamental implementar soluções que integrem dados e tecnologia de forma eficaz.

7) Falta de Poder Preditivo

A gestão de riscos pode ser desafiadora quando os modelos de risco não têm poder preditivo suficiente.

Essa limitação realça a necessidade de uma monitorização contínua e de abordagens adaptativas de gestão de riscos. As organizações devem ficar atentas às tendências em evolução e incorporá-las nas suas estratégias de gestão de riscos.

Além disso, a falta de poder preditivo pode levar a uma ênfase excessiva nos riscos de curto prazo em detrimento dos riscos estratégicos de longo prazo. Encontrar o equilíbrio certo entre riscos imediatos e riscos estratégicos de longo prazo é crucial para o sucesso sustentado.

8) Ênfase Excessiva nos Riscos de Curto Prazo

A ênfase excessiva nos riscos de curto prazo pode levar a negligência dos riscos de longo prazo.

Ela é um desafio da gestão de risco, pois pode levar a uma falta de preparo para lidar com tendências emergentes ou eventos de baixa probabilidade e alto impacto. Para lidar com essa desafio, é fundamental implementar soluções que integrem dados e tecnologia de forma eficaz.

9) Demora e Atraso na Aprovação de Crédito

A burocratização de todo o processo em nome da segurança financeira pode causar demoras e atrasos na aprovação de crédito. A burocratização excessiva do processo em nome da segurança financeira pode causar atrasos na aprovação de crédito, o que pode aumentar os custos da empresa e agravar problemas de desorganização.

Alguns fatores que podem contribuir para a demora e atraso na aprovação de crédito incluem desalinhamento entre as áreas comercial e de crédito, falta de integração e acesso aos dados necessários para a análise de crédito e processos manuais e ineficientes.

10) Desorganização e Difícil Acesso aos Dados

É fundamental que as informações e dados estejam integrados em um mesmo lugar. Caso contrário, tem-se problemas no tempo e na segurança da concessão.

A desorganização e o difícil acesso aos dados são desafios significativos na gestão de risco. Para lidar com esses desafios, é fundamental implementar soluções que integrem dados e tecnologia de forma eficaz. Isso pode incluir a integração de sistemas de dados, acesso a informações confidenciais e estrutura de armazenamento de dados eficaz.

11) Inadimplência

Reduzir a inadimplência é uma batalha para qualquer empresa que concede crédito.

É um desafio significativo da gestão de risco. A inadimplência pode ser um grande obstáculo para a expansão de empresas, crie estratégias efetivas de gestão de risco e redução de churn, que se refere à taxa de perda de clientes ou assinantes ao longo de um período de tempo.

A inadimplência é um desafio significativo da gestão de risco. Para lidar com essa desafio, é fundamental implementar soluções que integrem dados e tecnologia de forma eficaz. Isso pode incluir a análise de crédito, segmentação de perfis e gestão de riscos.

Esses desafios destacam a importância de ter um processo de gestão de riscos robusto e eficaz. As empresas devem estar preparadas para enfrentar esses desafios e implementar estratégias eficazes para mitigá-los.

Quais são os efeitos de má gestão de crédito?

1) Aumento da Inadimplência

A má gestão de crédito pode levar ao aumento da inadimplência, o que significa que mais clientes não conseguem pagar suas dívidas no prazo.

2) Diminuição da Previsibilidade Financeira

Quando a gestão de crédito é mal feita, torna-se mais difícil prever os fluxos de caixa e a saúde financeira da empresa.

3) Inchaço da Estrutura de Negócio

Uma má gestão de crédito pode levar a um inchaço da estrutura do negócio, pois a empresa pode ter que gastar mais recursos para gerenciar a inadimplência e recuperar dívidas.

4) Perda de Competitividade

Se uma empresa tem uma alta taxa de inadimplência devido à má gestão de crédito, pode perder competitividade no mercado.

5) Aumento do Estresse

Problemas financeiros podem causar uma quantidade significativa de estresse e ansiedade, especialmente para aqueles que trabalham duro e precisam sustentar suas famílias.

6) Perda de Oportunidades

A má gestão financeira pode impedir as pessoas de aproveitar oportunidades que poderiam melhorar sua situação financeira.

7) Aumento da Insegurança Financeira

Finalmente, a má gestão financeira pode aumentar a insegurança financeira.

Esses efeitos destacam a importância de uma gestão de crédito eficaz para evitar problemas financeiros e manter a saúde financeira da empresa.

Como promover a gestão de risco de crédito?

1) Defina os Perfis de Clientes

Classifique seus clientes em diferentes perfis com base nas informações coletadas sobre eles. Isso pode ajudar a entender melhor o risco associado a cada tipo de cliente e a tomar decisões de crédito mais informadas.

2) Limite o Acesso ao Crédito

Definir um limite de crédito é fundamental para aumentar a segurança financeira da empresa. Essa precaução pode ajudar a evitar a concessão de crédito excessivo a clientes que podem não ser capazes de pagar de volta.

3) Monitore seus Critérios de Crédito

É importante monitorar regularmente os critérios de crédito para garantir que eles ainda sejam relevantes e eficazes.

4) Renove a Política de Crédito

As políticas de crédito devem ser revisadas e atualizadas regularmente para garantir que elas estejam alinhadas com as mudanças nas condições do mercado e nas características dos clientes.

5) Utilize Soluções Tecnológicas de Análise

As soluções tecnológicas podem ajudar a processar e analisar grandes volumes de dados, tornando a gestão de risco mais segura e confiável.

6) Invista em Softwares de Gestão

Softwares de gestão podem ajudar a organizar e analisar dados de crédito, facilitando a tomada de decisões informadas.

7) Aposte em Soluções Inovadoras

Ferramentas como Business Process Management (BPM) e Business Intelligence podem ajudar a melhorar a gestão de risco de crédito.

8) Crie uma Cultura de Crédito Consistente

É importante criar uma cultura de crédito que esteja alinhada às características do mercado e do negócio. É preciso estar atento às mudanças mercadológicas, e preparado para todas as situações financeiras que podem advir delas.

9) Invista na Capacitação dos Colaboradores

Os colaboradores devem ser capacitados e treinados. Cursos, programas, softwares, livros, são todos elementos importantes na formação e especialização de seus funcionaríros. Conhecimento é um investimento importante.

10) Administre os Processos e o Fluxo de Informações Adequadamente

A administração adequada dos processos e do fluxo de informações é crucial para a decisão de crédito. E é uma consequência do ítem anterior, pois a boa administração segue a boa formação. 

Essas práticas podem ajudar a promover uma gestão de risco de crédito eficaz, minimizando o risco de inadimplência e melhorando a saúde financeira da empresa.

Fontes: Serasa, Experian, VExpenses, SPC Brasil, Cora, Omie