7 de outubro de 2021 - por Jaíne Jehniffer
Nem todo investimento precisa ser sinônimo de risco. Para quem quer proteger o patrimônio, manter dinheiro disponível e ainda assim obter algum rendimento, os investimentos de baixo risco são o caminho mais indicado, principalmente para iniciantes, perfis conservadores ou para quem está montando uma reserva de emergência.
Ao longo deste artigo, você vai entender o que define esse tipo de aplicação e conhecer sete opções disponíveis no mercado brasileiro.
Importante: este artigo se trata de uma opinião e não de uma recomendação ou indicação de investimento e estratégia.
O que são investimentos de baixo risco?
Investimentos de baixo risco são aplicações voltadas a quem quer proteger o dinheiro, ter liquidez rápida e evitar sustos com oscilações de mercado.
Essa categoria concentra-se em títulos de renda fixa emitidos por instituições sólidas, como o Tesouro Direto e CDBs de bancos grandes, o que reduz o risco de calote e torna o investimento indicado para iniciantes, perfis conservadores ou para quem está construindo uma reserva de emergência.
Importante lembrar, porém, que nenhum investimento é totalmente livre de risco, e a contrapartida da segurança costuma ser uma rentabilidade menor do que a de opções mais arrojadas.
Lista das 7 principais opções de investimentos de baixo risco
1- Tesouro Selic (ou Tesouro Direto)
O Tesouro Selic é um título público emitido pelo Governo Federal e costuma ser apontado como a aplicação mais segura do país, já que conta com garantia soberana do próprio Estado. Isso significa que o risco de calote é praticamente inexistente.
Além da segurança, o título se destaca pela liquidez diária, permitindo resgates rápidos sem grandes complicações. Sua rentabilidade acompanha a variação da taxa Selic, o que reduz oscilações bruscas e garante um retorno mais previsível ao longo do tempo.
2- Certificado de Depósito Bancário (CDB)
Agora, o CDB é um título de renda fixa emitido por bancos e instituições financeiras como forma de captar recursos no mercado.
O investidor empresta dinheiro à instituição emissora e recebe em troca uma remuneração, que pode ser pós-fixada, geralmente atrelada ao CDI, ou prefixada, com taxa definida no momento da aplicação.
Essa modalidade costuma agradar por equilibrar segurança e rentabilidade, principalmente quando emitida por bancos menores, que tendem a pagar taxas mais atrativas para atrair investidores.
A proteção vem do Fundo Garantidor de Crédito, que cobre valores de até R$ 250.000 por CPF e por instituição financeira, reduzindo consideravelmente o risco em caso de problemas com o emissor.
3- Letra de Crédito Imobiliário (LCI)
A LCI é emitida por bancos com o objetivo de captar recursos para financiar o mercado imobiliário brasileiro. Trata-se de uma aplicação de renda fixa que funciona de maneira parecida com o CDB, mas com um diferencial.
Esse diferencial é a isenção total de Imposto de Renda para pessoas físicas, o que aumenta a rentabilidade líquida em comparação a outros ativos com tributação tradicional.
Somada a essa vantagem fiscal, a LCI também conta com a proteção do FGC, o que reforça a segurança do investimento mesmo diante de eventuais problemas com a instituição emissora.
4- Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)
A LCA segue uma lógica muito parecida com a da LCI, mudando apenas o destino dos recursos captados. Nesse caso, o dinheiro investido é direcionado para financiar produtores rurais e projetos ligados ao agronegócio, um dos setores mais relevantes da economia brasileira.
Assim como a LCI, esse título oferece isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, o que torna sua rentabilidade mais competitiva.
A proteção do FGC também está presente, garantindo tranquilidade ao investidor e reforçando o perfil conservador dessa aplicação.
5- Fundos de Renda Fixa DI (Fundos DI)
Os Fundos DI reúnem o dinheiro de vários investidores e são administrados por profissionais especializados, que aplicam pelo menos 95% do patrimônio em títulos públicos federais, como o Tesouro Selic, ou em outros ativos de baixo risco atrelados ao CDI.
Entre as vantagens, destacam-se a liquidez diária e a praticidade de deixar a gestão nas mãos de especialistas. Por outro lado, é fundamental observar as taxas de administração cobradas, já que elas impactam diretamente a rentabilidade final e podem reduzir o ganho real do investidor ao longo do tempo.
6- Letra de Câmbio (LC)
A Letra de Câmbio é um título de renda fixa emitido por sociedades de crédito, financiamento e investimento, conhecidas popularmente como financeiras. Seu funcionamento se assemelha bastante ao do CDB, já que também representa um empréstimo do investidor para a instituição emissora em troca de uma remuneração futura.
Como essas financeiras costumam ser instituições menores se comparadas aos grandes bancos, é comum que ofereçam taxas de retorno mais elevadas para atrair capital. Ainda assim, o investimento mantém a segurança da cobertura do FGC, o que ajuda a equilibrar o risco um pouco maior do emissor com uma proteção sólida ao patrimônio investido.
7- Caderneta de Poupança
Para encerrar a nossa lista, a poupança é, sem dúvida, o investimento mais popular e tradicional do Brasil, presente em praticamente todas as instituições bancárias do país. Sua simplicidade e familiaridade fazem com que ainda seja a porta de entrada de muitos brasileiros no universo dos investimentos.
Entre seus atrativos estão a liquidez total, com resgate instantâneo a qualquer momento, além da isenção de Imposto de Renda e da cobertura garantida pelo FGC. Apesar disso, sua rentabilidade tem se mostrado historicamente baixa, correndo o risco de não superar sequer a inflação medida pelo IPCA, o que compromete o poder de compra do dinheiro investido a longo prazo.
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