Cústodia de criptomoedas: o que é, como funciona, qual escolher

Custódia de criptomoedas é a guarda e proteção de ativos digitais, de forma segura contra perdas ou roubos. Saiba como é e qual escolher.

18 de agosto de 2025 - por Sidemar Castro


Investir em criptomoedas é emocionante, mas também traz aquela pulguinha atrás da orelha: a custódia de criptomoedas, ou seja, onde guardar seu patrimônio com total segurança? Afinal, nesse mundo digital, suas moedas precisam de um lugar tão confiável quanto um cofre.

É aqui que muitos, tanto quem está começando quanto quem já tem experiência, se deparam com uma escolha fundamental: guardar as criptos a própria pessoa (autocustódia) ou confiar em uma plataforma especializada (custódia centralizada)?

Essa decisão não é só técnica, ela define o quão fácil é acessar seu dinheiro e, principalmente, o quão seguro ele está. No artigo a seguir, vamos destrinchar juntos os prós e contras de cada caminho, sem medo de falar dos riscos reais.

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O que é custódia de criptomoedas?

Custódia de criptomoedas é simplesmente o jeito de guardar seus ativos digitais. Pense nela como uma decisão estratégica: ao comprar Bitcoin ou Ethereum, você precisa definir onde e como eles ficarão seguros.

Se optar pela autocustódia, você será o único responsável pelas chaves privadas (como ter um cofre em casa).

Já na custódia centralizada, uma empresa especializada faz esse papel (como um banco). Cada caminho tem trade-offs: controle absoluto versus conveniência, risco de hackers em exchanges versus chance de perder senhas pessoais.

No fundo, é sobre equilibrar segurança, liberdade e praticidade no seu dia a dia como investidor.

Leia também: Exchange de criptomoedas: o que são e como escolher a melhor?

Como funciona a custódia de criptomoedas?

Vamos descomplicar passo a passo como funciona a custódia de criptomoedas na prática. Imagine que você quer comprar Bitcoin, e outra pessoa está vendendo. Vocês se encontram numa exchange, aquela plataforma que faz a ponte entre compradores e vendedores. Quando o acordo é fechado e os dois lados confirmam, a transferência rola.

Só que tem um detalhe importante: nesse momento, suas moedas ficam na conta da exchange, não na sua mão. É como deixar dinheiro no cofre do banco, ele está registrado em seu nome, mas quem guarda é a corretora.

Para ter controle total, você precisa transferir suas criptos pra uma carteira digital sua (como MetaMask ou uma carteira física). Só quando elas chegarem lá, de verdade, você assume a custódia. É a diferença entre deixar suas joias no cofre da loja ou levar pra casa no seu próprio baú.

Saiba mais: Por que ter uma carteira virtual de criptomoedas?

Tipos de custódia de criptomoedas

1) Custódia centralizada

Quando você guarda suas criptomoedas em uma exchange ou corretora, está na verdade confiando a custódia a um terceiro. Isso é o que chamamos de custódia centralizada.

É prática, oferece suporte e, em muitos casos, proteção ou seguro, mas implica abrir mão do controle direto dos seus ativos. Ou seja, quem detém as chaves privadas é a plataforma, não você.

2) Autocustódia (custódia própria)

Aqui, você assume o papel do guardião total das suas moedas, mantendo suas chaves privadas com você. É uma escolha empoderadora, porque dá total autonomia, mas exige atenção redobrada: perder a chave significa perder acesso aos ativos.

3) Carteiras quentes e frias (hot e cold wallets)

Dentro da autocustódia, existem opções mais práticas e outras mais seguras. As carteiras quentes ficam conectadas à internet e são ótimas para uso cotidiano, mas expõem seus ativos a riscos cibernéticos. Já as carteiras frias ficam desconectadas, guardando suas chaves com segurança, ideais para poupar a longo prazo.

4) Soluções de custódia institucional avançadas

Para empresas e investidores institucionais, há opções ainda mais robustas: soluções com múltiplas assinaturas, fragmentação de chaves (MPC), armazenamento a frio com protocolos regulatórios, pensadas para equilibrar segurança, conformidade e praticidade.

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Vantagens e desvantagens da custódia criptomoedas

1) Autocustódia (custódia própria)

Na autocustódia, é como se você fosse seu próprio banco digital. Você decide tudo: segurança, movimentação, acesso. Isso te protege de depender de terceiros, governamentais ou corporativos.

Mas pense bem: se algo der errado, a chave se perder, o dispositivo for hackeado ou você simplesmente apagar o backup, o prejuízo é todo seu, sem nem quem recorrer.

2) Custódia centralizada (em exchange ou corretora)

Confiar suas criptomoedas a uma plataforma como exchange tem a vantagem da praticidade e suporte. Essas plataformas costumam oferecer fácil acesso, recuperação de contas e até seguros, além de estarem sujeitas a regulamentações e mecanismos de compliance como KYC e AML.

Por outro lado, essa conveniência vem com um custo: você não controla de verdade seus ativos, se a plataforma falhar, for hackeada, quebrar ou sofrer bloqueio judicial, seus fundos podem ficar inacessíveis ou até desaparecer.

3) Custódia institucional avançada (multiassinatura, cold storage, compliance)

Para empresas e investidores institucionais, há opções mais sofisticadas que combinam protocolos rígidos de segurança e conformidade regulatória. Incluem sistemas como múltiplas assinaturas, hardware seguro (HSM) e replicação geográfica, proporcionando proteção robusta e processos alinhados às exigências legais.

O porém é que isso tende a ser menos acessível para quem está começando ou quer uma solução fácil de usar, geralmente exige estrutura técnica e custos maiores.

Entenda mais: Como funcionam os fundos de criptomoedas?

Importância da custódia de criptomoedas?

A custódia de criptomoedas é fundamental porque ela representa a segurança do que realmente importa nesse universo: suas chaves privadas. Sem elas, ninguém consegue provar que é o dono dos ativos, é como se fosse a senha que guarda seu cofrinho digital.

Quando você confia suas chaves a um custodiante confiável, como uma exchange ou uma instituição regulamentada, você ganha proteção extra contra ameaças como hackers, falhas operacionais ou até problemas legais, e isso é vital para quem lida com valores relevantes ou atua em ambientes com regras rígidas.

Além de proteger seus ativos, boas práticas de custódia ajudam a trazer transparência, credibilidade e confiança para o mercado, coisas que contagiam desde investidores solos até gigantes institucionais, que precisam seguir critérios como segregação de ativos, múltiplas assinaturas, auditoria externa e seguro contra roubo ou fraude interna.

Essas práticas não só elevam o grau de segurança, mas também são o que torna possível a entrada de grandes players, como fundos de pensão ou ETFs em cripto, fortalecendo toda a indústria.

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Como escolher a melhor opção de custódia?

1) Segurança e protocolos técnicos

Antes de mais nada, vale verificar como o provedor protege suas chaves privadas. Isso pode envolver armazenamento offline (cold storage), carteiras com múltiplas assinaturas, módulos de segurança em hardware e autenticação biométrica. Essas estratégias ajudam a afastar invasores e garantir que suas criptomoedas estejam bem guardadas.

2) Conformidade e regulamentação

Se estiver lidando com valores significativos ou pensando em um uso mais sério, é essencial escolher um custodiante que siga regulamentações como KYC e AML. Isso traz transparência e responsabilidade, além de facilitar futuras auditorias ou exigências legais que possam surgir.

3) Seguro e planos contra imprevistos

Ter uma apólice de seguro pode fazer toda a diferença se algo der errado, seja invasão, falha técnica ou erro humano. A possibilidade de recuperação, mesmo em situações críticas, traz uma tranquilidade importante.

4) Interface e experiência do usuário

Uma solução segura é importante, mas se for difícil de usar você pode acabar cometendo algum erro banal. Por isso, vale prestar atenção em como é o uso no dia a dia: acesso ao saldo, movimentação de ativos, suporte, integração com outras ferramentas… tudo isso faz diferença na prática.

5) Custo-benefício e suporte aos seus ativos

Nem toda solução foi feita para todos os perfis. É legal conferir as taxas envolvidas, quais criptomoedas são suportadas e se faz sentido para o seu uso, seja para guardar por muito tempo ou movimentar com frequência.

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Fontes: Coin Desk, Hashdex, Launchpad, Bity e Mynt.

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