Equivalentes de caixa: o que são e como funcionam?

2 de abril de 2025 - por Sidemar Castro


Equivalentes de caixa são investimentos de curto prazo e alta liquidez que uma empresa pode rapidamente converter em dinheiro, com pouco risco de perda de valor. Eles incluem, por exemplo, aplicações financeiras de resgate imediato, títulos públicos de curto prazo e depósitos bancários.

Esses recursos são essenciais porque garantem que a empresa tenha disponibilidade para pagar suas obrigações no curto prazo, como fornecedores ou despesas operacionais. Além disso, eles são considerados parte do caixa da empresa, pois podem ser usados quase que instantaneamente. Entendam como funcionam.

O que são os equivalentes de caixa?

Equivalentes de caixa são aplicações financeiras de curto prazo, altamente líquidas, que podem ser rapidamente convertidas em dinheiro com pouco risco de perda de valor. Sendo assim, eles complementam o saldo de caixa de uma empresa, garantindo recursos disponíveis para necessidades imediatas.

Para ser considerado um equivalente de caixa, o investimento deve ter:

  • Alta Liquidez: Conversão em dinheiro em até 3 meses (ex.: CDBs com vencimento próximo).
  • Baixo Risco: Valor estável, sem grandes variações (ex.: títulos do Tesouro Direto SELIC).
  • Objetivo de Caixa: Ser reservado para pagamentos ou contingências, não para investimentos de longo prazo.

Exemplos comuns de equivalentes de caixa são os fundos DI ou o Tesouro SELIC, além de CDBs (Certificados de Depósito Bancário) de curtíssimo prazo, commercial papers (títulos de empresas sólidas) e saldos em contas remuneradas com resgate imediato.

Os equivalentes de caixa são importantes porque protegem o caixa contra perdas, mantendo a liquidez. Eles geram rendimento, embora modesto, enquanto não são usados, além disso, facilitam o pagamento de despesas inesperadas sem vender ativos de longo prazo.

A diferença dos equivalentes para o caixa, é que, enquanto o “caixa” é dinheiro em espécie ou em contas correntes, os equivalentes são aplicações seguras que quase viram dinheiro imediatamente.

Veja também: Liquidez e Rentabilidade: qual é a diferença entre elas?

Para que servem os equivalentes de caixa?

Os equivalentes de caixa servem como investimentos de curto prazo e alta liquidez para que as empresas gerenciem suas finanças diárias e garantam sua estabilidade. Vamos entender melhor:

1) Gerenciar a Liquidez

Primeiramente, os equivalentes de caixa ajudam as empresas a terem acesso rápido a dinheiro quando precisam. Como são facilmente convertíveis em caixa (geralmente em 90 dias ou menos), eles garantem que a empresa possa pagar suas contas, despesas inesperadas e outras obrigações de curto prazo sem problemas.

2) Obter um Pequeno Retorno com Segurança

Além disso, embora o objetivo principal não seja o lucro, esses investimentos oferecem um pequeno rendimento sobre o dinheiro que, de outra forma, ficaria parado. É uma maneira mais vantajosa do que simplesmente guardar dinheiro físico, pois combina segurança com um ganho modesto.

3) Manter a Segurança do Capital

Outro ponto importante é que os equivalentes de caixa são considerados investimentos de baixo risco. Ou seja, isso significa que há pouca chance de o valor investido diminuir significativamente. Portanto, eles servem como um porto seguro para o capital da empresa que precisa estar disponível em breve.

4) Facilitar a Gestão Financeira

Ter equivalentes de caixa simplifica o planejamento financeiro. As empresas sabem que podem contar com esses recursos rapidamente, o que facilita a tomada de decisões sobre investimentos futuros ou gestão de fluxo de caixa.

Como são as normas dos equivalentes de caixa?

De acordo com as normas contábeis, principalmente as que seguem padrões internacionais (como as IFRS, refletidas no Brasil pelo CPC 03 (R2) – Demonstração dos Fluxos de Caixa), existem critérios específicos para que um investimento seja classificado como um equivalente de caixa. Vamos entender essas regras:

1) Alta Liquidez

Em primeiro lugar, a característica fundamental é que o investimento precisa ser altamente líquido. Explicando melhor, significa que ele deve ser facilmente e rapidamente conversível em um montante conhecido de dinheiro, sem grande dificuldade ou perda de valor significativa.

2) Curto Prazo de Vencimento

Além disso, um critério temporal é essencial. Geralmente, para ser considerado um equivalente de caixa, o investimento deve ter um vencimento original muito curto, normalmente igual ou inferior a três meses (90 dias) a partir da data em que a empresa o adquiriu. Assim, esse prazo reduzido minimiza o risco de flutuações no valor do investimento devido a mudanças nas taxas de juros.

3) Baixo Risco de Mudança de Valor

Outro critério essencial é que o investimento esteja sujeito a um risco insignificante de alteração em seu valor. Por isso, ativos como ações, que podem variar muito de preço, geralmente não se qualificam. Exemplos comuns de equivalentes de caixa incluem contas do mercado monetário, títulos públicos de curtíssimo prazo e certos tipos de depósitos bancários.

4) Finalidade de Gestão de Caixa

É importante notar que a intenção por trás da manutenção desses ativos também conta. Os equivalentes de caixa são mantidos com o propósito de atender a compromissos de caixa de curto prazo, e não para investimento de longo prazo ou especulação.

5) Divulgação

As normas exigem que as empresas divulguem os componentes que formam seus saldos de caixa e equivalentes de caixa em suas demonstrações financeiras, explicando a política adotada para determiná-los.

Quais ativos podem ser utilizados como equivalentes de caixa?

1) Aplicações financeiras com liquidez diária

Essas aplicações permitem o resgate imediato do dinheiro, sem perda de valor, sendo o tipo mais comum de equivalente de caixa. Exemplos incluem fundos de investimento com resgate em um dia útil.

2) Certificados de Depósito Bancário (CDBs) de curto prazo

CDBs (Certificados de Depósito Bancário) são títulos emitidos por bancos que oferecem liquidez e rentabilidade atrelada a taxas como o DI (Depósito Interbancário). Portanto, são ideais para empresas que buscam segurança e conversibilidade rápida.

3) Letras Financeiras do Tesouro (LFTs)

Também conhecidas como Tesouro Selic, as LFTs são títulos públicos de baixa volatilidade, com remuneração atrelada à taxa Selic. Desse modo, são uma opção segura para empresas que desejam manter recursos disponíveis com rendimento.

4) Fundos DI

Esses fundos acompanham a taxa DI e são amplamente utilizados como reservas de emergência. Oferecem liquidez imediata e, em alguns casos, não têm taxa de administração, sendo uma alternativa prática para equivalentes de caixa.

5) Depósitos bancários à vista

Dinheiro mantido em contas correntes ou de poupança que pode ser acessado imediatamente. Assim, esses depósitos são essenciais para garantir que a empresa tenha recursos disponíveis para pagamentos urgentes.

6) Debêntures com garantia de recompra

Títulos de dívida emitidos por empresas, desde que tenham liquidez imediata e baixo risco de mudança de valor. São menos comuns, mas podem ser considerados equivalentes de caixa em casos específicos.

Leia também: Fluxo de caixa livre: o que é e como calcular?

Fontes: Suno, Mais Retorno, Novucard.

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