12 de fevereiro de 2021 - por Sidemar Castro
Os bancos surgiram na antiguidade, por volta de 2000 a.C. na Assíria, Índia e Suméria, como templos ou locais de depósito de grãos e metais nobres. A estrutura bancária moderna consolidou-se na Baixa Idade Média (séc. X-XI) na Europa com os banqueiros italianos, evoluindo para instituições oficiais em 1656 na Suécia e 1694 na Inglaterra.
Saiba mais da origem dos bancos, inclusive no Brasil, no artigo a seguir. Leia!
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Quais foram os precursores dos bancos?
Muito antes de existir uma agência na esquina, a ideia de guardar e emprestar dinheiro já dava seus primeiros passos.
Os precursores foram figuras como os templos da Mesopotâmia, que guardavam grãos para a comunidade, e os ourives da Idade Média. Pense neles: as pessoas deixavam seu ouro e joias com esses artesãos, que tinham cofres seguros.
Em troca, recebiam um comprovante. Um dia, alguém teve a ideia de pagar uma dívida com esse pedaço de papel, e o mundo nunca mais foi o mesmo.
Os Cavaleiros Templários também foram mestres nisso, criando um sistema para que um peregrino depositasse dinheiro em Londres e o recuperasse em Jerusalém, sem o medo de ser assaltado no caminho.
Qual a origem e história dos bancos?
A história dos bancos como instituições sérias e duradouras começa na vibrante Itália do século XV. O primeiro banco que se tem notícia nasceu em Gênova, em 1407, e se chamava Casa di San Giorgio. Ele foi criado para resolver um problema bem prático: a cidade estava endividada por causa de uma guerra.
A solução foi unificar todas essas dívidas e administrar o dinheiro público de forma organizada. A partir daí, ele começou a aceitar depósitos dos cidadãos e a emprestar dinheiro, dando o pontapé inicial no sistema bancário que usamos até hoje.
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Era Medieval
Na Idade Média, a vida bancária fervilhava nas movimentadas cidades italianas, como Florença, Veneza e Gênova. As feiras de comércio eram uma loucura, com gente de todo lugar trocando moedas, tecidos e especiarias.
Foi aí que famílias espertas, como os Medici, perceberam uma oportunidade: eles podiam financiar aqueles comerciantes e até mesmo reis e rainhas.
Existia um porém: a Igreja proibia os cristãos de cobrar juros. Resultado? Muitos bancos acabaram nas mãos de judeus e outros grupos, que preencheram esse espaço com habilidade.
Origem do dinheiro em cédulas
A cédula de dinheiro que usamos hoje nasceu de uma sacada de praticidade. Na Inglaterra do século XVII, os ourives já guardavam o ouro dos clientes e davam recibos. Acontece que carregar ouro era pesado e perigoso.
Levar um papel para pagar uma dívida era muito mais fácil. Então, de repente, o recibo virou dinheiro. Os ourives, percebendo que ninguém sacava todo o ouro ao mesmo tempo, tiveram outra ideia brilhante: e se a gente emprestar um pouco desse ouro que está parado e cobrar por isso? E assim, o sistema de empréstimos que conhecemos deu seu próximo passo.
Era moderna
Com a entrada na Era Moderna, os bancos deixaram de ser coadjuvantes e viraram os protagonistas da economia mundial. O Banco da Inglaterra, criado em 1694, mostrou ao mundo como uma instituição podia emitir notas e controlar parte do dinheiro de um país.
No século XIX, famílias como os Rothschilds criaram uma verdadeira rede de bancos por toda a Europa, financiando desde a compra do Canal de Suez até as guerras napoleônicas. Foi nessa época que o cheque se popularizou e o crédito começou a fluir com mais força para a indústria que nascia.
Era Digital
Aí, de repente, chegou a internet e colocou um banco inteiro dentro do nosso bolso. A Era Digital é isso: a liberdade de não precisar mais enfrentar filas.
Os primeiros movimentos aconteceram nos anos 80, mas foi nos anos 2000 que os bancos digitais pipocaram, oferecendo contas sem taxas abusivas e um atendimento pelo celular a qualquer hora.
Hoje, com um clique, a gente transfere dinheiro, paga contas, investe e até pede um empréstimo. O Pix, no Brasil, é a cara dessa era: rápido, gratuito e disponível 24 horas por dia.
Origem e história dos bancos no Brasil
Nossa história bancária começa com a chegada da família real portuguesa em 1808. Até então, Portugal proibia qualquer banco por aqui.
Dom João VI desembarcou e, no mesmo ano, criou o primeiro Banco do Brasil. Ele tinha o monopólio de imprimir dinheiro, mas durou pouco: quebrou em 1829.
O banco que conhecemos hoje é outro, nascido em 1853. Ele só se tornou aquele gigante estatal depois de uma grande crise, em 1905, quando o governo entrou para salvá-lo. Nessa mesma época, lá por 1861, surgiram as primeiras caixas econômicas, com um propósito mais social: ajudar o povo a guardar dinheiro.
Os 5 bancos mais antigos do mundo
Se você gosta de coisas com história, esses bancos são verdadeiros museus vivos:
- Monte dei Paschi di Siena (Itália, 1472): o bisavô de todos os bancos, ainda funcionando.
- Berenberg Bank (Alemanha, 1590): o banco comercial mais velho do planeta.
- Banco de Stockholm (Suécia, 1656): famoso por ter sido o primeiro a imprimir notas na Europa.
- C. Hoare & Co. (Inglaterra, 1672): um banco inglês charmoso, que ainda está nas mãos da mesma família.
- Banco da Inglaterra (Inglaterra, 1694): o avô dos bancos centrais, que inspirou tantos outros pelo mundo.
Para que servem e importância dos bancos
A verdade é que, sem os bancos, a economia patinaria feio. Eles servem para fazer a roda girar: pegam o dinheiro de quem está sobrando (quem poupa) e entregam para quem está faltando (quem precisa de um crédito).
É através deles que uma empresa cresce, que uma família compra a casa própria e que o governo financia grandes obras. Eles dão segurança para não deixarmos o dinheiro embaixo do colchão e criam a infraestrutura para que qualquer pagamento, de um chiclete a um carro, seja feito de forma simples e rápida.
Como os bancos funcionam?
No fundo, o funcionamento do banco é simples. Ele precisa de dinheiro para funcionar, e consegue isso atraindo a gente com um agrado: os juros.
Você aplica seu dinheiro na poupança e o banco te paga um pouco por isso. Com esse dinheiro que você e outros milhares de clientes deixaram lá, ele empresta para outra pessoa, só que cobrando um juro maior. A diferença entre o que ele paga e o que ele cobra é o lucro dele.
Claro, existe todo um risco envolvido (se a pessoa não pagar o empréstimo, o banco tem um prejuízo), e é por isso que o Banco Central fica de olho, para garantir que ninguém perca suas economias.
Perguntas frequentes sobre a origem dos bancos:
Qual foi o primeiro Banco do Brasil?
Foi o Banco do Brasil criado em 1808, por Dom João VI, mas ele não deu certo e foi fechado em 1829.
Quem veio primeiro, a Caixa ou Banco do Brasil?
O Banco do Brasil veio primeiro, em 1808. As Caixas Econômicas só foram surgir em 1861, mais de 50 anos depois.
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