23 de maio de 2025 - por Sidemar Castro
A Meta Platforms, antiga Facebook Inc., é muito mais do que a rede social que muitos de nós usamos todos os dias. Ela está por trás de plataformas que fazem parte da rotina de bilhões de pessoas, como Facebook, Instagram, e WhatsApp.
Mais do que conectar amigos e famílias, a Meta tem investido em novas formas de nos aproximar, explorando tecnologias como realidade virtual e aumentada. E não para por aí: a empresa também está à frente da construção do Metaverso. Um “universo digital” onde as interações ganham vida de maneira mais imersiva e colaborativa.
Grande parte do que sustenta tudo isso vem da publicidade, que é a principal fonte de receita da empresa. É uma gigante da tecnologia moldando o futuro da forma como nos conectamos.
Quer entender como tudo isso começou? Conheça a história da Meta.
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Origem e fundação da Meta Platforms
A história da Meta Platforms começou em 2004, quando Mark Zuckerberg e alguns colegas da Universidade de Harvard criaram o que viria a se tornar uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. Na época, o projeto era apenas um site para conectar estudantes de Harvard. Mas o sucesso foi tão grande que logo se espalhou para outras universidades, até se abrir para qualquer pessoa com um e-mail. Nascia ali uma nova forma de se conectar online.
Em 2005, a empresa chamou a atenção de investidores e recebeu seu primeiro grande aporte do bilionário Peter Thiel. Já em 2006, o número de usuários passava dos 12 milhões, um crescimento meteórico. Foi nesse ano também que o Facebook lançou o Feed de Notícias, que mudaria para sempre a maneira como as pessoas interagiam na internet. De repente, tudo o que seus amigos postavam aparecia em um só lugar. Três anos depois, em 2009, outro recurso se tornaria um verdadeiro ícone: o botão “curtir”.
O ano de 2012 foi um divisor de águas. O Facebook abriu capital na bolsa de valores, em uma das maiores ofertas públicas iniciais (IPO) da história do setor de tecnologia, com a empresa sendo avaliada em mais de 100 bilhões de dólares. Apesar de alguns problemas técnicos no dia do lançamento e críticas relacionadas à transparência do processo, a empresa conseguiu se reerguer e, a partir de 2013, suas ações começaram a se valorizar de forma consistente.
Com o tempo, o Facebook foi muito além da rede social original. A empresa investiu pesado em aquisições estratégicas que ampliaram seu alcance global. Entre os exemplos mais marcantes estão a compra do Instagram, em 2012, e do WhatsApp, em 2014. Esses movimentos ajudaram a consolidar o domínio da empresa nas redes sociais e, ao mesmo tempo, a neutralizar concorrentes que cresciam rapidamente.
Meta
Em outubro de 2021, veio uma nova virada: o Facebook passou a se chamar Meta Platforms. A mudança de nome não foi apenas simbólica, ela marcou uma mudança de foco. Zuckerberg deixou claro que a Meta estava de olho no futuro das conexões digitais, especialmente no chamado metaverso: um ambiente virtual imersivo, onde as pessoas poderiam interagir, trabalhar e se divertir de maneira completamente nova.
Desde então, a empresa tem concentrado seus esforços no desenvolvimento de tecnologias de realidade virtual e aumentada. O objetivo? Construir um novo tipo de internet, onde a presença digital seja tão real quanto o mundo físico. É uma aposta ambiciosa, mas se tem uma coisa que a trajetória da Meta mostra, é que a empresa sabe como transformar ideias visionárias em realidade.
Linha do tempo com os marcos da Meta Platforms
Desde que surgiu em 2004, a Meta Platforms, que muitos ainda chamam carinhosamente de Facebook, vive uma transformação contínua. O que nasceu como um projeto universitário acabou se tornando um dos maiores conglomerados tecnológicos do planeta. Abaixo, vamos acompanhar essa trajetória marcada por inovações, aquisições estratégicas, altos impressionantes e desafios nem sempre fáceis de encarar.
1) 2004: O começo: uma rede só para Harvard
Foi em fevereiro de 2004 que Mark Zuckerberg, então estudante de Harvard, ao lado de colegas como Eduardo Saverin, Dustin Moskovitz e Chris Hughes, lançou o “TheFacebook”. A ideia era simples, mas poderosa: conectar estudantes da universidade online.
A rede cresceu tão rápido dentro do campus que logo se expandiu para outras universidades dos EUA. O embrião de uma revolução digital estava formado.
2) 2005: Um nome novo e expansão acelerada
Em 2005, o projeto já era grande demais para ser apenas “TheFacebook”. A empresa compra o domínio facebook.com por US$ 200 mil, um passo simbólico rumo à profissionalização e à construção de uma marca global.
Agora, qualquer pessoa com e-mail acadêmico podia se cadastrar. A rede social estava pronta para sair dos muros universitários.
3) 2006: O mundo entra no jogo (e nasce o Feed de Notícias)
Foi nesse ano que o Facebook se abriu para todos os usuários com mais de 13 anos e um e-mail válido. Isso mudou tudo.
Também foi o ano em que surgiu o Feed de Notícias (News Feed), que passou a mostrar atualizações de amigos e páginas em tempo real. Uma inovação que definiu o que viria a ser o comportamento padrão nas redes sociais.
4) 2009: O botão “Curtir”!
O ano em que nasceu um dos ícones mais reconhecíveis da internet moderna: o botão “curtir” (like). A função trouxe uma nova forma de engajamento: rápida, intuitiva e viciante. Com um único clique, era possível demonstrar apoio, interesse ou empatia. Simples e genial.
5) 2010: 500 milhões
O Facebook atinge meio bilhão de usuários ativos. Um feito impressionante que o consolida como a rede social mais popular do mundo. A plataforma já não era apenas um fenômeno digital, era parte do cotidiano de meio planeta.
6) 2012: IPO histórico e Instagram na família
Esse foi um ano histórico. O Facebook abriu seu capital na bolsa de valores NASDAQ, em uma das maiores ofertas públicas iniciais (IPO) já vistas no setor de tecnologia, com uma avaliação de mercado acima dos US$ 100 bilhões.
No mesmo ano, a empresa adquire o Instagram por US$ 1 bilhão. A compra foi estratégica: uma aposta clara no futuro da comunicação visual.
7) 2014: WhatsApp e realidade virtual
O ano foi marcado por duas aquisições decisivas. Primeiro, a compra do WhatsApp por US$ 19 bilhões, reforçando o domínio no setor de mensagens. Depois, a aquisição da Oculus VR, que revelou o interesse da empresa na realidade virtual, anos antes do termo “metaverso” se tornar comum.
8) 2015: Ano das “Reações”
O botão “curtir” ganhou companhia. Em 2015, os usuários passaram a poder reagir às postagens com sentimentos como “amei”, “haha”, “uau”, “triste” e “grr”.
Era uma resposta à crítica de que as interações eram muito limitadas, agora havia mais formas de se expressar.
9) 2016: Vídeos ao vivo e vendas locais
Com o lançamento do Facebook Live, qualquer pessoa pôde começar a transmitir vídeos ao vivo, em tempo real, diretamente do celular. Um novo capítulo na maneira de produzir e consumir conteúdo.
Nesse mesmo ano, foi criado o Facebook Marketplace, uma plataforma que facilitava a compra e venda de itens entre usuários locais.
10) 2018: Cambridge Analytica: Escândalo e crise de confiança
O caso Cambridge Analytica explodiu nos jornais do mundo inteiro. A empresa foi acusada de permitir o uso indevido de dados de milhões de usuários para manipular decisões políticas, como a eleição presidencial dos EUA.
Foi o início de uma era de escrutínio intenso sobre privacidade, segurança e responsabilidade digital.
11) 2019: Integrações e 2,4 bilhões de usuários
Apesar da crise, o crescimento continuava. A plataforma alcançava 2,4 bilhões de usuários ativos mensais.
Ao mesmo tempo, começavam os planos para unificar as infraestruturas de mensagens do Facebook, Instagram e WhatsApp, uma iniciativa ambiciosa para integrar seus principais serviços.
12) 2020: Receita bilionária e ambição cripto
A receita ultrapassou US$ 70 bilhões. E a Meta revelou um plano ousado: lançar sua própria criptomoeda, inicialmente chamada Libra, depois renomeada para Diem.
A iniciativa enfrentou resistência regulatória e acabou sendo descontinuada, mas mostrou a disposição da empresa em explorar novas fronteiras digitais.
13) 2021: Nasce a Meta
Em outubro de 2021, o Facebook anunciou sua mudança de nome para Meta Platforms, refletindo seu foco no desenvolvimento do metaverso e tecnologias de realidade virtual e aumentada.
O novo nome simboliza um novo foco: desenvolver o metaverso, uma aposta no futuro da internet como um ambiente imersivo em 3D. A empresa também lançou novos dispositivos de realidade virtual, e o Horizon Worlds passou a ser sua principal plataforma de experiências sociais no metaverso.
Ao longo de duas décadas, a Meta deixou de ser apenas uma rede social para se tornar uma força central na forma como o mundo se comunica, se informa e até faz negócios.
Crescimento e evolução da Meta Platforms ao longo dos anos
A jornada da Meta Platforms é, sem dúvida, uma história de transformação e tanto! O que começou como uma simples rede social para estudantes universitários, o Facebook, virou uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. No começo, o crescimento foi impulsionado pelo Facebook mesmo, que rapidamente se espalhou pelo globo e se tornou a plataforma social número um.
Com o passar do tempo, a Meta foi ampliando seu horizonte, trazendo para dentro de casa nomes de peso como Instagram, WhatsApp e Oculus VR. Essas aquisições foram fundamentais, abrindo portas para novas formas de ganhar dinheiro e, claro, desbravando territórios tecnológicos como a realidade virtual.
Nos últimos anos, a companhia tem focado bastante na inteligência artificial e, principalmente, no desenvolvimento do metaverso. A ideia é construir experiências digitais que sejam muito mais imersivas, criando um universo virtual onde a gente possa interagir de um jeito mais natural e integrado. Embora essa visão ainda esteja sendo construída e exija investimentos bilionários, ela mostra claramente onde a Meta está apostando suas fichas para o futuro da internet.
Os Números Falam por Si
Financeiramente, a Meta vive um momento bem positivo. Em 2024, a empresa fechou o ano com uma receita anual de mais de US$ 164 bilhões, um aumento de 22% em relação ao ano anterior. E o primeiro trimestre de 2025 também não ficou para trás, com a receita batendo os US$ 42,31 bilhões, um crescimento de 16% comparado ao mesmo período de 2024. O lucro líquido, então, disparou 35%, chegando a impressionantes US$ 16,64 bilhões. Não é segredo que grande parte desse resultado vem da publicidade digital, que continua sendo o grande motor financeiro da companhia.
Além disso, a Meta também viu seu número de usuários ativos diários crescer, ultrapassando 3,43 bilhões, um aumento de 6% em relação ao ano anterior.
E a busca por inovação não para! O Threads, a plataforma mais recente da empresa, focada em conversas rápidas (bem no estilo do antigo Twitter, agora X), já conquistou mais de 350 milhões de usuários ativos mensais, mostrando como o ecossistema da Meta é diversificado e continua atraindo gente nova.
Claro, nem tudo é lucro imediato. A divisão Reality Labs, que é a responsável pelas iniciativas ligadas ao metaverso, ainda opera no vermelho. Isso é um reflexo direto dos altíssimos investimentos necessários para desenvolver uma tecnologia tão ambiciosa e que ainda está nos seus primeiros passos de adoção. Mas, para a Meta, é um investimento no futuro.
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Aquisições da Meta Platforms ao longo dos anos
1) 2012: Instagram
Em uma jogada ousada, o Facebook pagou cerca de US$ 1 bilhão por um aplicativo com apenas 13 funcionários e cerca de 30 milhões de usuários. Na época, muitos acharam o valor exagerado. Hoje, a história mostra que foi um dos investimentos mais certeiros do Vale do Silício.
O Instagram cresceu exponencialmente, tornou-se uma peça-chave no portfólio da empresa, especialmente no público jovem, e se transformou em uma das principais vitrines de publicidade digital do mundo. Uma aquisição que ajudou a Meta a dominar a comunicação visual da era mobile.
2) 2014: WhatsApp
Em um dos maiores acordos de tecnologia já realizados, o Facebook desembolsou impressionantes US$ 19 bilhões para adquirir o WhatsApp.
O aplicativo já era líder em mensagens instantâneas em diversos países, mas o movimento foi estratégico: consolidava a Meta como referência global em comunicação direta entre pessoas. Mesmo com desafios na monetização (especialmente em manter a promessa de não inserir anúncios), o WhatsApp se tornou vital para a expansão de serviços como o WhatsApp Business, e uma ponte essencial para a integração com Instagram e Messenger.
3) 2014: Oculus VR
Pouco depois de apostar alto no WhatsApp, o Facebook investiu cerca de US$ 2 bilhões para entrar em um território bem diferente: o da realidade virtual.
A compra da Oculus VR (hoje chamada Meta Quest) sinalizou que Zuckerberg via o futuro da interação social além das telas tradicionais. Embora o metaverso ainda esteja em construção, a Oculus se tornou a base da divisão de hardware da empresa e um símbolo da nova fase da Meta, voltada para experiências imersivas.
4) 2019: CTRL-labs
Imagine controlar um computador ou um avatar apenas com o pensamento. É exatamente isso que a CTRL-labs promete. E foi por isso que a Meta pagou entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão por essa startup de interfaces neurais.
A tecnologia ainda está em desenvolvimento, mas representa o futuro da interação homem-máquina no metaverso: sem teclados, sem telas, apenas gestos ou sinais neurais. Um salto ousado rumo ao que pode ser uma nova forma de navegar pelo digital.
5) 2020: Giphy
A Meta adquiriu o Giphy por cerca de US$ 400 milhões. A plataforma de GIFs já era onipresente na internet, especialmente em aplicativos de mensagens.
A ideia por trás da compra era clara: reforçar as ferramentas de expressão nas plataformas da Meta, como Instagram e Messenger. A operação, no entanto, enfrentou resistência, especialmente no Reino Unido, onde a autoridade antitruste pediu a reversão do negócio.
6) 2021: Kustomer
Por cerca de US$ 1 bilhão, a Meta levou a Kustomer, uma empresa de CRM especializada em atendimento ao cliente via chat.
Essa aquisição é parte de um movimento maior da Meta para transformar o WhatsApp e o Messenger em canais não apenas sociais, mas também comerciais. Com a Kustomer, empresas podem automatizar conversas, gerenciar pedidos e criar experiências de atendimento mais eficientes, tudo dentro das plataformas da Meta.
Receitas da Meta Platforms ao longo dos anos
- 2010: Os primeiros bilhões
Em 2010, a empresa alcançou uma receita anual de US$ 1,97 bilhão, impulsionada principalmente pela crescente popularidade do Facebook e pelo início da monetização via publicidade digital.
- 2015: Expansão acelerada
Cinco anos depois, em 2015, a receita saltou para US$ 17,93 bilhões. Esse crescimento foi impulsionado pela expansão global do Facebook e pelas aquisições estratégicas, como a do Instagram em 2012.
- 2016–2017: Consolidação e novos horizontes
Em 2016, a receita atingiu US$ 27,64 bilhões, e em 2017 ultrapassou a marca dos US$ 40 bilhões, chegando a US$ 40,65 bilhões. Nesse período, a empresa consolidou sua presença no mercado de publicidade móvel e expandiu suas operações com o WhatsApp e o Messenger.
- 2019–2020: Fortalecimento mesmo em tempos desafiadores
Em 2019, a receita anual foi de US$ 70,70 bilhões. Mesmo diante dos desafios globais em 2020, a Meta conseguiu crescer, alcançando US$ 85,97 bilhões em receita, demonstrando resiliência e adaptabilidade.
- 2021–2022: Pico e leve retração
O ano de 2021 marcou um pico, com a receita atingindo US$ 117,93 bilhões. Em 2022, houve uma leve retração para US$ 116,61 bilhões, refletindo ajustes no mercado e mudanças nas políticas de privacidade digital.
- 2023–2024: Novos recordes
Em 2023, a receita subiu para US$ 134,90 bilhões, um aumento de 15,69% em relação ao ano anterior. Já em 2024, a empresa atingiu um novo recorde, com US$ 164,50 bilhões em receita, representando um crescimento de 21,94%.
- 2025: Mantendo o ritmo
Considerando os doze meses encerrados em março de 2025, a Meta já alcançou uma receita de US$ 170,36 bilhões, indicando que a empresa continua em um ritmo acelerado de expansão.
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Desafios enfrentados pela Meta Platforms
Mesmo com toda a sua influência e presença marcante no mercado, a Meta Platforms não tem vida fácil. Pelo contrário, o caminho à frente está cheio de desafios complexos e interligados. De questões regulatórias a transformações tecnológicas super ambiciosas, a empresa vive sob um escrutínio intenso, algo que só os grandes gigantes da tecnologia costumam enfrentar.
Por ser dona de plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, a Meta está constantemente na mira de autoridades no mundo todo. A preocupação com possíveis monopólios e o impacto de suas grandes aquisições, como as do Instagram e do WhatsApp, já resultaram em investigações e processos antitruste tanto nos Estados Unidos quanto em outros países.
Além disso, leis de privacidade de dados cada vez mais rígidas, como a GDPR na Europa e a LGPD aqui no Brasil, impõem novas regras sobre como a empresa coleta e usa nossas informações, o que mexe diretamente com seu modelo de negócios, que depende muito da publicidade direcionada.
A confiança do público é outro ponto bem delicado. Casos como o escândalo da Cambridge Analytica ainda deixam marcas na reputação da Meta. A empresa precisa garantir aos seus bilhões de usuários que os dados estão seguros. O que significa não só proteger os sistemas contra ataques, mas também ser transparente sobre como essas informações alimentam suas tecnologias, incluindo a inteligência artificial. Qualquer deslize nesse ponto pode custar caro, tanto em dinheiro quanto em credibilidade.
Equilíbrio Delicado
Outro desafio que está sempre na mesa é a moderação de conteúdo. Em plataformas tão grandes, lidar com discursos de ódio, notícias falsas e assédio é uma tarefa gigante e sem fim. A Meta precisa equilibrar a liberdade de expressão com a responsabilidade de criar ambientes seguros. As decisões nessa área nem sempre agradam a todos e, com frequência, geram críticas de governos, usuários e da sociedade civil.
Ao mesmo tempo, a Meta precisa se manter competitiva em um cenário onde novos players, como o TikTok, ganham terreno em uma velocidade impressionante, conquistando o público jovem com formatos dinâmicos. Isso obriga a Meta a correr atrás e a repensar o que oferece em suas plataformas. Inovar, nesse contexto, não é apenas uma escolha, é uma necessidade constante para manter a atenção dos usuários.
A Aposta Bilionária no Metaverso
E tem ainda o grande projeto que está moldando os rumos da empresa: o metaverso. Desde que mudou sua identidade para Meta, a companhia tem investido bilhões no desenvolvimento de tecnologias imersivas através da divisão Reality Labs. Mas essa aposta ousada ainda é cercada de incertezas. A adesão do metaverso pelo público em geral ainda está longe de ser uma realidade consolidada, e a empresa precisa não só desenvolver a tecnologia, mas também convencer as pessoas a embarcarem nessa nova experiência.
Por fim, há uma preocupação crescente com a retenção de usuários, especialmente entre os mais jovens, que vêm se afastando de plataformas como o Facebook. Manter essa galera engajada requer uma oferta constante de experiências novas, relevantes e que façam sentido em um ecossistema digital cada vez mais fragmentado e competitivo.
Diante de tudo isso, o que se espera da Meta é uma combinação de agilidade, responsabilidade e visão estratégica para lidar com as pressões do presente e, ao mesmo tempo, construir um futuro que, para todos nós, ainda está se desenhando.
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Fontes: Canaltech, FM2s, Britannica.