Títulos pós-fixados: o que são, como funcionam, vantagens

Títulos pós-fixados rendem conforme um índice, como a Selic, variando ao longo do tempo. Entendam como funcionam e suas vantagens.

25 de junho de 2025 - por Sidemar Castro


Títulos pós-fixados são investimentos cujo rendimento não é fixo, mas sim vinculado a um indicador econômico, como a Selic. Isso significa que o valor que você ganha pode mudar conforme esse índice varia.

Eles são considerados mais seguros, especialmente para iniciantes, pois conseguem se manter competitivos mesmo com as oscilações do mercado, como a inflação. Um exemplo é o Tesouro Selic, que ainda oferece boa liquidez, permitindo o resgate rápido do dinheiro se você precisar.

Quer saber como funcionam, vantagens? Leia!

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O que são títulos pós-fixados?

Já ouviu falar naqueles investimentos em que você só descobre o rendimento total no final, quando vai resgatar o dinheiro ou receber os juros? Pois é, são os títulos pós-fixados. A ideia é que o valor que você ganha está ligado a algum indicador da economia, tipo o CDI (que é o Certificado de Depósito Interbancário) ou a famosa Selic (a taxa básica de juros do Brasil).

É assim que funcionam: se você investe em um título pós-fixado que segue o CDI, por exemplo, o seu rendimento vai acompanhar o sobe e desce desse índice. Por isso, ao aplicar seu dinheiro, você não tem um número exato de quanto vai render, já que isso depende da oscilação do indicador escolhido.

Essa modalidade de investimento pode ser bem interessante, principalmente quando as taxas de juros estão em alta, já que seus ganhos podem ser maiores. No entanto, é importante ter em mente que essa flexibilidade também traz uma certa incerteza em comparação com os títulos prefixados, onde você já sabe exatamente o quanto vai render desde o momento da aplicação.

Leia mais: Qual a diferença entre prefixado e pós-fixado?

Como funcionam os títulos pós-fixados?

É bem legal entender como funcionam os títulos pós-fixados, especialmente se você quer diversificar seus investimentos! Ao contrário dos títulos prefixados, que te dão uma rentabilidade fixa e já conhecida no momento da aplicação, como 10% ao ano, por exemplo, os pós-fixados têm um jeitinho diferente.

Nos títulos pós-fixados, você não sabe de antemão qual será o valor exato que vai receber no final. A rentabilidade deles é atrelada a um indicador econômico. Os mais comuns aqui no Brasil são:

  • Taxa Selic: É a taxa básica de juros da nossa economia. Quando a Selic sobe, a rentabilidade do seu título pós-fixado (que acompanha a Selic) também sobe. Se a Selic cai, o rendimento diminui.
  • CDI (Certificado de Depósito Interbancário): Essa taxa é bem parecida com a Selic e é usada como referência para a maioria dos investimentos de renda fixa no país. Muitos CDBs (Certificados de Depósito Bancário), por exemplo, rendem um percentual do CDI (tipo 100% do CDI, 110% do CDI, etc.).

Quais são os principais títulos pós-fixados?

1) Tesouro Selic (LFT)

É o título público mais conhecido e acessível para quem busca segurança e liquidez. Ele rende exatamente a variação da taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira. Ideal para quem quer um investimento conservador e sem sustos, já que praticamente não há oscilações negativas no valor investido.

2) CDB Pós-fixado

Os Certificados de Depósito Bancário pós-fixados geralmente remuneram o investidor de acordo com um percentual do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). É muito comum encontrar CDBs que pagam, por exemplo, 100% do CDI. São oferecidos por bancos e costumam ter proteção do FGC para valores até R$ 250 mil por CPF e instituição.

3) LCI e LCA Pós-fixadas

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) também podem ser pós-fixadas, atreladas ao CDI. Além de serem isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas, são protegidas pelo FGC, o que as torna atrativas para quem busca segurança e rentabilidade atrelada à taxa de juros.

4) Debêntures Pós-fixadas

São títulos de dívida emitidos por empresas para captar recursos no mercado. As debêntures pós-fixadas costumam pagar um percentual do CDI ou de outro índice de referência. Apesar de oferecerem potencial de retorno maior, apresentam mais risco, pois não têm garantia do FGC.

5) Fundos DI

Não são títulos, mas sim fundos de investimento que aplicam majoritariamente em títulos públicos pós-fixados (como o Tesouro Selic) ou em ativos atrelados ao CDI. Os fundos DI são uma alternativa prática para quem quer diversificação e liquidez, acompanhando de perto o rendimento da taxa de juros.

Vantagens dos títulos pós-fixados

A grande sacada dos títulos pós-fixados é que eles te oferecem uma proteção contra a variação da economia, especialmente contra a inflação e a alta dos juros.

  • Proteção contra a inflação: Alguns títulos pós-fixados, como o Tesouro IPCA+, são atrelados à inflação (IPCA) mais uma taxa fixa. Ou seja, seu dinheiro vai render a inflação do período mais um percentual predefinido. Isso garante que seu poder de compra não seja corroído pelo aumento dos preços.
  • Acompanham a Selic/CDI: Se a taxa de juros básica do país sobe, seu investimento pós-fixado rende mais. Isso é ótimo em cenários de alta de juros, pois seu dinheiro continua “acompanhando” o ritmo da economia.

Leia mais: Tipos de Tesouro Direto: entenda as diferenças e saiba como escolher

Desvantagens e desafios dos pós-fixados

Os investimentos pós-fixados, embora pareçam seguros por acompanharem índices como Selic ou CDI, têm desvantagens. A principal é a rentabilidade incerta e variável: se os juros caem, seus ganhos diminuem.

Além disso, a inflação pode corroer o ganho real se o título não for atrelado diretamente a ela (como o IPCA). Alguns títulos pós-fixados de longo prazo podem sofrer com a marcação a mercado, causando perdas em resgates antecipados.

Por fim, há a incidência de Imposto de Renda e IOF (se resgatado nos primeiros 30 dias). É importante considerar esses pontos e diversificar os investimentos.

Veja: IOF, o que é? Definição, como o imposto funciona e tabela regressiva

Quais são as diferenças entre títulos pós-fixados, prefixados e híbridos?

Pós-fixados

Acompanham a taxa de juros (Selic/CDI) e são bons quando os juros sobem ou para sua reserva de emergência. Você não sabe o valor exato no final, mas sabe o percentual que vai render em relação ao indicador.

Prefixados

Têm uma taxa de juros definida no momento da aplicação, garantindo exatamente quanto você vai receber no vencimento. São ideais se você acha que os juros vão cair. Se vender antes do prazo, pode ter perdas por marcação a mercado.

Híbridos

Combinam uma taxa fixa com a inflação (IPCA), garantindo um ganho real (acima da inflação) e protegendo seu poder de compra no longo prazo. Também podem ter variações pela marcação a mercado.

A escolha depende dos seus objetivos, da sua tolerância a risco e das suas expectativas para a economia.

Entenda: Prefixados e pós-fixados: diferenças e como escolher?

Como escolher os títulos pós-fixados para investir?

Para escolher títulos pós-fixados, pense primeiro no seu objetivo: Se for para ter uma reserva de emergência, foque em liquidez diária, como Tesouro Selic ou CDBs com resgate a qualquer momento.

Se tiver outros objetivos, você pode explorar CDBs, LCIs ou LCAs com vencimentos específicos, buscando um percentual maior do CDI.

Considere também o indexador (CDI ou Selic). Ambos andam juntos, a diferença está mais no tipo de título e instituição. A porcentagem do indexador: Quanto maior o percentual do CDI, melhor, mas compare a segurança da instituição. Para a segurança, verifique se o título tem FGC (CDBs, LCIs, LCAs de bancos) ou se é do Tesouro Direto (considerado o mais seguro).

Finalmente, considere impostos e taxas: LCI e LCA são isentos de IR para pessoas físicas.

Leia mais: Como escolher um título de renda fixa? Não caia nas armadilhas

Fontes: Empiricus, Genial, MB, Funds Explorer e Ailos.

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