25 de junho de 2025 - por Sidemar Castro
Quando você pensa em investir em renda fixa, os títulos prefixados se destacam por oferecerem algo que muitos buscam: previsibilidade. E por que eles são tão populares? É que, com eles, você já sabe exatamente quanto vai ganhar desde o momento em que faz o investimento. As condições são todas combinadas e fixadas lá no início, então não tem surpresa no final.
Mesmo com essa simplicidade, é muito importante parar um pouco e pesquisar. Afinal, existem vários títulos prefixados no mercado e nem todos serão ideais para você. Vale a pena entender quais são os mais atrativos e, principalmente, quais se encaixam melhor no seu perfil de investidor e nos objetivos da sua carteira.
Entenda como funcionam e quais suas vantagens.
Leia mais: Prefixados e pós-fixados: diferenças e como escolher?
O que são títulos prefixados?
Conhece aquele tipo de investimento em que você não tem surpresas? Esse é o título prefixado. A ideia é simples: desde o dia em que você coloca seu dinheiro, já sabe direitinho quanto vai receber lá na frente. A taxa de juros é combinada no começo — tipo, “12% ao ano” — e pronto, ela não muda até o fim do prazo. Ou seja, mesmo que o mercado dê uma balançada, seu rendimento já está garantido.
É justamente essa previsibilidade que faz dos prefixados uma ótima pedida, principalmente para quem tem um plano com data marcada. Pensando em uma viagem dos sonhos ou naquela casa nova? Com o prefixado, você tem mais segurança para se organizar financeiramente.
Geralmente, a gente costuma recomendar os títulos prefixados quando as taxas de juros estão mais altas e a expectativa é que elas comecem a cair. Imagine que você consegue “travar” uma taxa boa hoje, e mesmo que amanhã o mercado pague menos, você continua com seu rendimento turbinado.
Mas, como nem tudo são flores, tem um detalhe importante: se as taxas de juros subirem depois que você investiu, você pode sentir que perdeu a chance de ganhar mais em outros lugares. E tem mais: se precisar tirar o dinheiro antes do prazo combinado, pode ser que você perca um pouco.
Por isso, o segredo do prefixado é conseguir deixar o dinheiro quietinho até o vencimento. Assim, você garante que vai receber exatamente o que foi combinado, sem correr riscos desnecessários.
Leia mais: LTN: O que é, vantagens, e como investir na modalidade
Como funcionam os títulos prefixados?
É aquele investimento em que você já começa sabendo o final. E assim que funcionam os títulos prefixados. A ideia é bem simples: quando você investe, a taxa de juros do seu dinheiro já é definida na hora. Por exemplo, se combinarem que vai render 10% ao ano, esse percentual não muda, não importa o que aconteça no mercado até a data de vencimento.
Justamente porque essa taxa é “prefixada”, ou seja, combinada antes, você tem uma previsibilidade enorme. É como se você fechasse um contrato com um rendimento fixo. Isso é ótimo para quem tem um objetivo em mente, como juntar para uma viagem em dois anos ou para a entrada de um imóvel. Você consegue calcular direitinho quanto vai ter no futuro.
Geralmente, os prefixados são uma boa pedida quando a gente vê que as taxas de juros estão altas e a tendência é que elas comecem a cair. Assim, você garante uma rentabilidade bacana por um bom tempo, mesmo que as taxas em outros investimentos diminuam depois.
Mas tem um ponto de atenção: se as taxas de juros subirem muito depois que você investiu, você pode sentir que “perdeu” uma oportunidade de ganhar mais. E, mais importante ainda: se precisar do dinheiro antes do prazo final, pode ser que você não receba exatamente o que esperava, podendo ter alguma perda.
Por isso, a regra de ouro para os títulos prefixados é: invista o dinheiro que você não vai precisar resgatar antes do vencimento. Dessa forma, você aproveita toda a segurança e a rentabilidade combinada.
Entenda: Rentabilidade: o que é, quais os tipos e como calcular?
Quais são os principais títulos prefixados?
Agora que você já sabe o que é um título prefixado, vamos dar uma olhada nos tipos mais comuns que o mercado oferece. Cada um tem suas particularidades, então é bom conhecer para ver qual se encaixa melhor nos seus objetivos!
1) Tesouro Direto Prefixado
Esses são os queridinhos do governo! O Tesouro Direto Prefixado são títulos públicos, ou seja, você está emprestando dinheiro para o Governo Federal. A grande vantagem é que a taxa de juros é fixa desde o momento da compra, então você sabe exatamente quanto vai receber no vencimento. Isso traz uma baita segurança e previsibilidade.
Você encontra versões que pagam juros a cada seis meses (semestrais) ou aquelas em que você recebe tudo de uma vez lá no final. Os prazos variam bastante, podendo ser 2028, 2032, 2035, e por aí vai. E o melhor: são considerados de baixíssimo risco, já que o governo é o responsável por pagar.
2) Certificado de Depósito Bancário (CDB) Prefixado
Já o CDB Prefixado é um título emitido por bancos. Funciona de um jeito parecido: você empresta seu dinheiro para o banco e ele te paga uma taxa de juros fixa, combinada lá no início. Ou seja, você já sabe qual será o seu rendimento no final do prazo.
Os CDBs são super populares porque, além da previsibilidade, contam com a segurança do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que protege seu investimento até um certo limite caso o banco tenha algum problema. E, geralmente, a rentabilidade é bem mais interessante que a da poupança. Ótimo para quem busca segurança e previsibilidade!
Leia mais: 4 tipos de Tesouro Direto – qual escolher?
3) Debêntures Prefixadas
As Debêntures Prefixadas são um pouco diferentes. Aqui, você está emprestando dinheiro para empresas privadas. Elas emitem esses títulos para conseguir recursos, e também oferecem uma taxa fixa de juros.
O ponto a se considerar é que o risco aqui é um pouco maior do que nos títulos públicos, porque depende da saúde financeira da empresa. Mas, justamente por isso, as debêntures costumam oferecer taxas de juros mais atrativas. São mais indicadas para quem está disposto a assumir um pouquinho mais de risco em troca de um retorno potencialmente maior, e geralmente para prazos médios a longos.
Leia também: Como investir em Debêntures? Como funcionam, tipos, custos e riscos
4) Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) Prefixadas
As LCI e LCA Prefixadas são emitidas por instituições financeiras e têm um grande atrativo: são isentas de Imposto de Renda para pessoa física. A LCI está ligada ao setor imobiliário, e a LCA, ao agronegócio.
São investimentos seguros e ideais para quem quer uma rentabilidade prefixada e ainda economizar no IR. A única coisa é que, normalmente, elas têm um prazo mínimo para você conseguir resgatar o dinheiro..
Veja mais: O que são LCI e LCA? Como funcionam, vantagens e como investir
5) Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e do Agronegócio (CRA) Prefixados
Por fim, temos os CRI e CRA Prefixados. Esses são títulos de crédito que também estão ligados aos setores imobiliário e do agronegócio, com uma taxa fixa de juros.
Eles têm um risco um pouco maior do que os títulos públicos e até mesmo as LCIs/LCAs, porque a garantia está nos pagamentos de outras dívidas (os “recebíveis” desses setores). No entanto, justamente por esse risco extra, eles podem oferecer rentabilidades mais elevadas. São uma opção interessante para quem busca diversificar e topa um risco maior na renda fixa.
Aprenda mais: O que são CRIs e CRAs? Como usar esses títulos na sua estratégia?
Vantagens dos títulos prefixados
As vantagens dos títulos prefixados são bem claras, especialmente para quem gosta de ter tudo sob controle quando o assunto é dinheiro. Um dos pontos fortes é que você sabe exatamente quanto vai ganhar.
Essa é a principal vantagem! Com um título prefixado, não tem surpresa. No momento da aplicação, você já sabe qual será a taxa de juros que seu dinheiro vai render até o final. Isso te permite planejar seus ganhos com total clareza, algo que é ouro para quem tem objetivos financeiros bem definidos, como juntar para uma viagem, a entrada de um imóvel ou a faculdade dos filhos.
Justamente por saber o valor exato no vencimento, os prefixados trazem uma sensação de segurança e previsibilidade. Você não fica refém das oscilações diárias do mercado financeiro. Fechou o negócio com aquela taxa? É ela que vale até o fim, e isso te dá uma tranquilidade enorme para construir seu futuro financeiro.
Outra é a proteção contra a queda das taxas de juros. Imagine que você investiu num prefixado quando as taxas de juros estavam altas. Se, depois de um tempo, as taxas começam a cair no mercado, seu investimento continua rendendo naquele patamar mais elevado que você “travou” lá no início. É como garantir um bom preço antes de todo mundo! Essa é uma estratégia inteligente para proteger seu rendimento em cenários de queda da Selic.
Finalmente, os títulos prefixados são relativamente simples de entender, mesmo para quem está começando a investir. Você não precisa ficar acompanhando gráficos complexos ou notícias econômicas o tempo todo para saber como seu dinheiro está se saindo. A regra é clara e o cálculo do rendimento é direto.
Leia: Taxa básica de juros, o que é? Como é definida, funções e impactos
Desvantagens e desafios dos títulos prefixados
As vantagens são claras: você tem certeza do retorno, consegue planejar seus ganhos e se protege de uma possível queda futura das taxas de juros no mercado.
No entanto, é preciso ficar de olho nas desvantagens: se os juros subirem muito depois que você investiu, seu título prefixado pode parecer menos atrativo.
Além disso, se precisar vender antes do vencimento, o valor pode variar por causa da “Marcação a Mercado”, e a inflação alta pode corroer um pouco seu ganho real. Por isso, são ideais para quem consegue deixar o dinheiro investido até o fim do prazo.
Então, a moral da história é: títulos prefixados são excelentes para quem tem um horizonte de tempo bem definido e pode segurar o investimento até o final.
Para quem busca mais flexibilidade no resgate ou está preocupado com o impacto da inflação, talvez outras opções (como os títulos pós-fixados ou atrelados à inflação) sejam mais interessantes, ou uma combinação de diferentes tipos para balancear a carteira.
Quais são as diferenças entre títulos prefixados, pós-fixados e híbridos?
Existem três tipos principais de títulos em renda fixa, e a diferença mais importante entre eles está em como seus rendimentos são calculados:
Títulos Prefixados:
Você já sabe o quanto vai ganhar desde o início. A taxa de juros é fixa e não muda. São ótimos para quem busca previsibilidade total e tem um prazo definido para seus objetivos. O ponto de atenção é que você pode “perder” se as taxas de juros subirem muito depois de você ter investido.
Títulos Pós-Fixados
Seu rendimento acompanha um índice do mercado, como o CDI ou a Taxa Selic. Ou seja, o valor que você vai receber varia de acordo com a alta ou baixa desses indicadores. São ideais para quem quer segurança e liquidez em cenários de alta de juros. A desvantagem é que você não sabe o valor exato que terá no vencimento.
Títulos Híbridos
Combinam uma parte fixa de juros com a inflação (geralmente o IPCA). Assim, seu dinheiro sempre terá um ganho real (acima da inflação), mais uma taxa fixa. São a melhor opção para objetivos de longo prazo, pois protegem seu poder de compra. A contrapartida é que o valor final não é conhecido de antemão por causa da variação da inflação.
A escolha entre eles depende do seu perfil, dos seus objetivos e do que você espera do cenário econômico.
Como escolher os títulos prefixados para investir?
Para escolher o título prefixado ideal para você, pense em alguns pontos chave:
Primeiro, qual é o seu objetivo e quando você vai precisar do dinheiro? O ideal é que o prazo do título combine com o prazo do seu objetivo, já que a garantia da rentabilidade prefixada é levando até o vencimento.
Depois, dê uma olhada no cenário de juros: os prefixados são mais interessantes quando a expectativa é de queda nas taxas.
Considere também o risco: títulos do Tesouro são os mais seguros (governo), CDBs têm proteção do FGC (bancos), enquanto Debêntures, CRIs e CRAs (empresas) têm um risco maior, mas podem pagar mais.
Por fim, veja a liquidez: você pode precisar resgatar antes do prazo? Se sim, entenda que o valor pode variar pela marcação a mercado.
Analisando esses pontos, você consegue escolher o prefixado que melhor se encaixa no seu planejamento.
Leia mais: Debêntures: o que são, como funcionam e como investir?
Fontes: Empiricus, C6 Bank, Finclass, Grafeno digital e Genial.