Dá pra investir depois dos 50 anos?


Quase todo investidor tem o sonho de conquistar a tão falada liberdade financeira. Mas, para alguns, o tempo já deixou de ser herói e se tornou o principal vilão. São aqueles que demoraram demais para começar a investir. Então, hoje eu vou te mostrar como investir depois dos 50 anos de idade.

Esse artigo foi motivado por uma mensagem bastante inusitada que recebi de um inscrito do canal Investidor Sardinha.

Dei a ele o nome de “José”, trazendo de volta um antigo quadro do canal. Trata-se do A Saga de José, onde sempre conto histórias “trágicas” – porém, engraçadas – de gente que fez cagada com o dinheiro.

O objetivo, no fim das contas, é o de alertar e ajudar outros “josés” que também estão por aí, correndo loucamente por esse campo minado chamado finanças.

“Pobre, velho e burro”

O nosso amigo de hoje, que me mandou a mensagem, não poupou elogios a si mesmo.

“Me sinto meio derrotado, porque sou pobre, velho e burro.”

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Achei muito engraçado, mas é trágico mesmo:

“Tive muitas oportunidades na vida, mas não aproveitei nenhuma”, lamentou nosso José.

Ele disse que já quebrou uma padaria que tinha ganhado, de mão beijada, quando o ex-patrão se mudou para os Estados Unidos.

Além disso, nosso herói sempre teve bons empregos, em cargos de gerência.

A mulher, contudo, não aceitava o fato de ele estar sempre trabalhando. E ele acabava largando os empregos para agradá-la.

Resultado: a mulher o largou pra ficar com um sujeito mais novo!

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Dá pra investir depois dos 50 anos?

A decisão de investir depois dos 50

Somente agora, aos 58 anos, o José resolveu que vai investir. E a boa notícia é que é possível fazer isto!

Mas aí, meu amigo, pensa numa frustração já instalada!

É que o José está acostumado a ver todo mundo que investe direito falar de “longo prazo”.

Mas ele, digamos… não tem, assim, tanto tempo pela frente, não é mesmo?

Aportar R$ 500 por mês

José virou gerente de um posto de gasolina. Tem uma casa própria e ganha R$ 5 mil por mês.

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Primeiramente, 40% do salário vai pra faculdade da neta criada por ele.

Do restante, decidiu que dá pra aportar R$ 500 todos os meses.

Além disso, ele vai começar com R$ 70 mil que tinha conseguido guardar.

Então, o cenário está feito. E a pergunta também: como podemos ajudar o José?

Longo prazo depois dos 50 anos

A primeira coisa que precisamos entender é que não dá pra formar uma carteira de investimentos “convencional” para o nosso José.

Sendo bem sincero, ele só tem uma opção viável: investir em ativos geradores de renda.

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Não podemos mais falar em empreender nem em construir patrimônio, aportar em empresas de crescimento, para usufruir no longo prazo.

Temos que imaginar que nosso amigo tem, no máximo, mais uns 12 anos na ativa. Depois, tem que ser sombra e água fresca!

Dito isso, como vamos construir essa carteira de investimentos?

Investir depois dos 50: FIIs e renda fixa

Começar a investir depois dos 50 anos, com R$ 70 mil iniciais e uma aporte mensal de R$ 500 não é tão ruim assim, como o José pensava.

Mas lembre-se que teremos que focar na geração de renda. E isso implica ter uma estratégia mais agressiva, com um pouco mais de risco, visando uma melhor remuneração.

Então, a carteira deve ter uma boa dose de fundos imobiliários (FIIs), complementados por renda fixa e ações pagadoras de dividendos.

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Foco em fundos imobiliários

O investimento em fundos imobiliários é a modalidade de renda variável que mais se aproxima da renda fixa.

Assim, temos um pouco mais de segurança e previsibidade de retorno. De quebra, os FIIs são bem menos voláteis – variam menos de preço – se comparados às ações.

Dá pra investir depois dos 50 anos?

Além disso, os fundos imobiliários já têm uma proteção natural contra a inflação porque os aluguéis são reajustados ano a ano.

E isso assegura parte da manutenção do poder de compra do investidor.

Logo, o José deve montar uma carteira primordialmente composta por FIIs. E acrescentar opções de renda fixa – em menor porcentual –, como títulos do Tesouro Direto e CDBs, por exemplo.

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Lembrando que, hoje, é possível encontrar estes títulos de dívidas com rentabilidade acima de 13% ao ano.

Por fim, um pouco de ações de empresas historicamente lucrativas e que pagam bons dividendos não seria nada mal.

Rendimento da carteira de investimentos

Seguindo os parâmetros estipulados para a carteira de investimentos do José, podemos projetar uma rentabilidade, de forma bem conservadora, de 11,8% ao ano.

Vamos, então, para a calculadora de juros compostos do Investidor Sardinha.

Colocando o valor inicial de R$ 70 mil e os aportes mensais de R$ 500, chegamos ao total de R$ 417.561,68 em 12 anos.

Isso permitiria que nosso José se aposentasse, aos 70 anos de idade, com uma renda de R$ 3.858,67.

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Então, chegamos à conclusão de que é possível formar uma carteira de investimentos lucrativa e relativamente segura para o nosso herói, mesmo depois dos 50 anos.

R$ 1,8 milhão: investindo depois dos 50

Além da renda que já conseguimos assegurar para o José, existem dois caminhos que podem turbinar, ainda mais, o resultado.

Assim, o valor total dos investimentos do José pode chegar a R$ 784 mil em 12 anos. Isso se ele também passar a investir os R$ 2 mil da faculdade da neta, assim que ela terminar o curso.

E, na melhor das hipóteses, o montante pode passar de incríveis R$ 1,8 milhão se ele decidir vender a casa em que mora, investir tudo e viver de aluguel.

Quer saber como isso aconteceria, na prática?

Veja os detalhes no vídeo abaixo, que publiquei no canal do Investidor Sardinha.

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Espero que nosso amigo receba bem as dicas e tenha sabedoria para tomar as melhores decisões de investimento. E que a saga de José também tenha te ajudado a lidar melhor com o seu dinheiro.

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E não deixe de conferir, também: Como criar uma carteira que rende R$ 2.500 por mês de renda passiva.


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