Consórcio ou financiamento, qual dos dois escolher para adquirir um bem? Confira vantagens e desvantagens nesta matéria.
7 de março de 2023 - por Sidemar Castro
A escolha entre consórcio ou financiamento é uma questão frequentemente enfrentada por aqueles que desejam adquirir um bem por meio de um desses dois métodos.
O consórcio e o financiamento são amplamente utilizados para adquirir bens de alto valor, no entanto, nenhum deles é considerado a opção ideal. O mais recomendável é focar em investir para atingir seus objetivos financeiros.
Apesar disso, ambos apresentam vantagens e desvantagens. Por exemplo, o financiamento oferece a vantagem de proporcionar acesso mais rápido ao bem desejado, mas traz o inconveniente dos altos juros.
Portanto, a escolha entre os dois deve ser feita com cuidado, ponderando os prós e contras de cada um. É importante lembrar que o ideal é investir em vez de contrair dívidas.
- Leia também: É melhor pagar uma compra à vista ou parcelado?
O que é e como funciona o consórcio?
Um consórcio é uma modalidade de aquisição baseada na união de pessoas, sejam elas físicas ou jurídicas, que formam um grupo com o objetivo comum de adquirir um bem ou serviço. Todos os integrantes contribuem mensalmente com um valor determinado, formando uma poupança comum a todos. A gestão destes grupos é feita por administradoras de consórcios, instituições que precisam de autorização do Banco Central para funcionar e são fiscalizadas pela autoridade monetária. No consórcio, os membros do grupo pagam parcelas periódicas para formar o fundo comum que permite a compra de bens ou serviços. O prazo e o número de cotas são preestabelecidos. O valor do item é dividido pela duração do consórcio e cada integrante paga uma fração dele. Mensalmente (ou em outra periodicidade prevista em contrato), a administradora sorteia parte do fundo para um ou mais participantes comprarem o item. Nestas ocasiões, integrantes podem dar lances e, caso vencedores, são também contemplados. O consórcio é uma inovação brasileira, formalizada na década de 1960 por colaboradores do Banco do Brasil que se uniram para criar um fundo com recursos adequados para adquirir automóveis para todos. Com o passar do tempo, outros tipos de bens, como eletrônicos, imóveis e serviços, foram gradualmente incorporados ao sistema.Quais são as vantagens do consórcio?
O consórcio não é uma opção muito boa, o melhor é investir o seu dinheiro. No geral, o consórcio costuma ser pior do que o financiamento. Inclusive, aqui no Investidor Sardinha, já temos um texto explicando direitinho o porque consórcio não vale a pena. Apesar de tudo, o consórcio conta com algumas vantagens:- Redução da carga tributária: A única taxa extra é para a manutenção do consórcio que, frente ao IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e aos juros, normalmente praticados pelos bancos, é bem menor.
- Flexibilidade: Esse tipo de negócio permite que o prazo de pagamento seja adequado à realidade de cada investidor.
- Poder de compra à vista: Apesar de parcelar o produto, o pagamento do bem será à vista.
- Planejamento da compra: O consumidor consegue se programar para a quitação da aquisição do bem com parcelas menores e livres de juros.
- Poder de antecipação da compra: Se sobrar um dinheiro extra durante o consórcio, é possível adiantar a sua contemplação.
- Sem juros: Diferentemente dos financiamentos, as parcelas de um consórcio não têm juros.
- Não precisa pagar entrada: No consórcio, você paga somente as parcelas.
- Parcelas mais baixas que a de um financiamento.
- Permite a antecipação de parcelas, caso o cotista deseje receber antes do prazo sua carta de crédito.
- Permite poupar dinheiro e manter a disciplina financeira. Coisa que o investimento também permite, e de forma bem mais eficaz.
E quais são as desvantagens?
O consórcio tem várias desvantagens, tais como:- Demora na conquista do bem: Quando se adquire um consórcio, uma das desvantagens é de que a conquista do bem pode demorar.
- Contar com a sorte: Você depende da sorte para receber a sua carta de crédito
- Alto valor em dinheiro disponível para dar lances: Para dar lances e antecipar a carta de crédito, é preciso ter alto valor em dinheiro disponível.
- Desistência demorada e burocrática: A desistência de um Sistema de Consórcio é demorada e burocrática, e ainda incide o pagamento de multa caso desista depois dos sete primeiros dias.
- Possibilidade de inadimplência: Uma grande desvantagem do consórcio é a possibilidade de inadimplência, o que pode resultar no cancelamento do contrato e na perda dos valores já pagos.
- Cobrança de multas e juros em caso de atraso no pagamento das parcelas: A administradora pode cobrar multas e juros em caso de atraso no pagamento das parcelas, tornando o modelo mais oneroso do que o previsto inicialmente.

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O que é e como funciona o financiamento?
O financiamento é uma modalidade de crédito que envolve um contrato entre quem precisa de dinheiro (pessoa física ou jurídica) e uma instituição financeira capaz de fornecê-lo, como bancos e cooperativas. É usado para fins específicos, como a compra de um imóvel ou de um veículo. A pessoa que recorre a essa opção consegue adquirir bens de alto valor, mas com condições facilitadas de pagamento. A dívida é quitada aos poucos, em prestações acrescidas de juros. E o bem financiado é a garantia do negócio. Assim, se por acaso o cliente atrasar as parcelas ou cair na inadimplência, o produto poderá ser tomado pela instituição financeira e até ir a leilão. Os principais tipos de financiamento que existem são:- Imóvel
- Veículos
- Equipamentos
- Estudantil
Quais são as vantagens dele?
A principal vantagem é que, após pagar a entrada, você pode parcelar o restante do valor em linhas de médio e longo prazo, a depender das condições do contrato. Mas há também outras vantagens:- Aquisição imediata do bem: Diferente do consórcio, assim que a compra é aprovada, o consumidor já pode utilizar o carro ou o imóvel financiado.
- Prazos mais longos: Prazos mais longos de até 35 anos, quando se trata de financiamento imobiliário e até 5 anos para financiamento de veículos.
- Taxas baixas: Especialmente em tempos de Selic na mínima histórica.
- Pagamento antecipado das parcelas: As parcelas do financiamento podem ser pagas de forma antecipada, caso queira.
- Menos juros com maior entrada: Quanto maior a entrada, menor serão os juros pagos.
E as desvantagens?
As principais desvantagens do financiamento são:- Taxas de juros altas: Mesmo que as parcelas sejam fixas, nelas são inseridos juros elevados, considerando o valor do bem no momento da compra.
- Burocracia mais presente: As instituições financeiras exigem vários documentos para aprovar o crédito.
- Risco maior de perder o bem: Se o investidor não pagar as parcelas do financiamento em dia, corre o risco de devolver o bem adquirido para quitar as dívidas com a instituição financeira.
- Mais chances de ficar com o nome sujo: As parcelas afetam, sem dúvida, o orçamento do investidor por causa dos juros. Esse aspecto eleva também o risco de inadimplência.
- Menos condições de aplicar o dinheiro: A taxa de juros do financiamento faz com que os investidores necessitem de muita cautela para aplicar o dinheiro em outras iniciativas.
- Alto pagamento de entrada: Em alguns casos, o valor exigido equivale a 20% ou 30% do preço do bem.
- Cobrança de taxa de financiamento imobiliário, juros com base na Selic e/ou no IPCA.
Então, qual dos dois escolher?
A escolha entre consórcio e financiamento depende muito do seu perfil, necessidades e condições financeiras. Aqui estão alguns pontos a considerar: Consórcio pode ser uma boa opção se você:- Não tem urgência em adquirir o bem.
- Tem disciplina para guardar dinheiro, mas tem dificuldade para juntar uma grande quantia sozinho.
- Não tem dinheiro para dar uma entrada alta.
- Quer evitar o pagamento de juros altos.
- Precisa do bem imediatamente.
- Pode pagar uma entrada alta.
- Tem condições de arcar com as parcelas e os juros.
- Apresenta um bom histórico de crédito, o que pode facilitar a aprovação do financiamento.