Staking: saiba como gerar passiva com criptomoedas e seus riscos


O staking de criptomoedas consiste em manter moedas digitais na carteira com o intuito de receber recompensas pela validação de operações. Ou seja, você pode manter criptomoedas na sua carteira e lucrar com isso.

O que é staking de cripto?

O staking é uma forma de conseguir renda passiva por meio de criptomoedas em uma carteira virtual. Isso porque, se você mantiver moedas digitais durante determinado período, você poderá receber ao validar blocos.

Em resumo, você empresta suas moeda digitais para ajudar a validar as transações em uma rede blockchain.

Essa validação pode ser de dois tipos: Proof of Work (Pow) ou Proof of Stake (PoS). Por exemplo, a rede blockchain do Bitcoin tem como base o PoW.

Desse modo, os mineradores cedem a sua força computacional para solucionar problemas matemáticos e validar as operações. Esse processo é chamado de mineração.

Por outro lado, existem blockchains que usam o Proof of Stake. É nesse tipo de blockchain que é possível ganhar com staking. Isso porque, o investidor trava suas criptos (stake) para validar as transações e manter a segurança da rede.

Como funciona?

Para entender como o staking funciona, é preciso conhecer as formas de validar as transações nas redes de blockchain. Sendo assim, os métodos mais famosos são:

1- Proof of Work (PoW)

É usado por várias moedas como Bitcoin, Monero e Litecoin. As transações envolvendo essas criptomoedas são validadas em blocos pelos computadores da rede.

Essa validação ocorre por meio da resolução de um problema matemático por um computador. Esse processo exige muita energia elétrica e poder computacional.

Desse modo, como um incentivo para as pessoas fazerem essas validações (também conhecidas como mineração), a rede recompensa com uma quantidade de criptos.

2- Proof of Stake (PoS)

No PoS não ocorre a mineração. Ao invés disso, os computadores que validam as transações são recompensados com uma certa quantidade de criptomoedas.

Sendo que a quantidade tem como base a quantidade de criptos que a pessoa já tinha antes.

Sendo assim, quanto mais moedas certo computador tiver, mais transações ele será responsável pela validação e mais ele vai ganhar.

Portanto, para ser um validador de uma rede blockchain, você precisa ter uma certa quantidade de criptos para fazer staking.

No entanto, se você quer fazer staking mas não tem muitas criptos, você pode fazer parte de um pool de staking e ter lucros, mesmo com poucas criptos.

Como fazer?

É possível fazer staking de duas formas. A primeira é usando uma wallet ou dispositivo físico específico, que você precisa comprar. A outra forma é por meio de uma staking pool.

Dentre as criptos que possibilitam staking, a Ethereum é uma das mais famosas. Algumas carteiras multi-ativos já permitem fazer staking:

  • Trust Wallet

  • Exodus Wallet

Já dentre as plataformas de exchange que possibilitam o staking temos:

  • Binance

  • Coinbase

Tipos

O staking pode ser de três tipos:

1- Grupos de staking

São grupos de usuários que se reúnem para aumentar suas chances como validadores de blocos. Dessa maneira, eles unificam seus fundos para ter um maior poder de staking.

Posteriormente, as recompensas são divididas de forma proporcional entre os participantes do grupo. Ou seja, o ganho é proporcional à quantidade de criptos que disponibilizou para staking.

A vantagem dos grupos de staking é que os pequenos usuários podem participar. Com isso, além de ganhar, os pequenos usuários também ajudam na descentralização da rede.

2- Cold staking

É quando o staking é feito em uma carteira fria. Em síntese, uma cold wallet ou carteira fria, é um tipo de carteira que não permanece conectada com a internet.

Como ficam offline, essas carteiras são mais seguras, já que dificilmente sofrem um ataque hacker.

Devido à sua segurança, elas são ideais para os usuários com grandes quantidades de moedas. Enfim, algumas blockchains permitem que o staking seja feito com carteiras frias.

3- Provedores

Por fim, nesta modalidade são oferecidos serviços dedicados aos usuários de moedas para stake. O retorno dessa forma de fazer staking vai depender das comissões cobradas, que podem variar entre 2% e 50%.

Retornos

Os retornos obtidos por meio de staking variam bastante. Sendo que o retornos é sempre em criptomoeda. Antes de fazer o staking, o investidor fica sabendo qual será o seu retorno.

Vale destacar que a criptomoeda fica em staking por meses ou anos.

Mas em alguns casos, o investidor pode fazer o resgate da cripto quando desejar. Neste caso, ele recebe o saldo saldo proporcional de criptos de forma instantânea.

Vale a pena fazer staking?

Depende. Para saber se fazer staking vale a pena, é preciso considerar o seu perfil de investidor e seus objetivos com as criptos que você possui.

Isso porque, o staking é mais interessante para quem está investindo com foco no médio e longo prazo. Ou seja, se você pretende ficar com a criptomoeda por no mínimo de 6 meses a 2 anos.

Neste caso, você pode lucrar tanto com o staking, quanto com a valorização da cripto. Além disso, o staking vale a pena para quem conhecer bem o mercado e o funcionamento da cripto que possui.

O que levar em conta na hora de fazer staking

A primeira coisa que você deve levar em conta na hora de fazer staking, é a perspectiva de valorização da moeda. Além disso, você deve levar em consideração o seu conhecimento de mercado e do projeto da cripto.

Andrey Nousi, CFA e fundador da Nousi Finance, sugere sempre “fazer staking de moedas que tenham projetos sólidos, que já são conhecidos, como ethereum 2.0. solana e cardano, e que fazem sentido.

Do contrário, no decorrer do médio e longo prazo, o preço da cripto pode cair muito, mais do que o investidor ganhou com o staking”.

Por fim, não deixe de levar em conta o seu perfil de investidor e os seus objetivos com as criptos. Lembrando que a criptomoeda pode ficar meses ou anos em staking.

Vantagens e desvantagens

Fazer staking tem suas vantagens e desvantagens:

1- Vantagens

  • Usa bem menos eletricidade e recursos físicos do que a mineração;

  • Potencial de ganho duplo se os preços do token aumentarem;

  • A segurança é maior, isso porque, as partes interessadas têm interesse na integridade da rede;

  • Não é preciso de ter qualquer experiência ou conhecimento de negociação;

  • Blockchains usando PoS são muito mais rápidas e podem escalar mais rápido;

  • Fonte mais fácil de receita passiva sem gastar muito em equipamentos de mineração;

  • Stake pools podem ajudar os detentores de moedas a mesclar recursos para aumentar as chances de validar blocos e receber recompensas.

2- Desvantagens

  • Os preços das criptomoedas ainda são voláteis, então os ativos apostados podem se depreciar;

  • Possível centralização, já que os grandes que seguram muitos tokens podem ter mais influência sobre a rede;

  • O staking com algumas moedas pode exigir que sejam bloqueadas por períodos definidos.

Quais criptos permitem que você faça staking?

Alguns criptoativos que podem ser usados para staking são:

1- NEO

A NEO é uma altcoin parecida com a Ethereum. Dessa forma, em sua plataforma é possível desenvolver contratos inteligentes, aplicativos descentralizados e tokens.

2- Cardano

A Cardano é uma plataforma descentralizada que possibilita transferência de valor programáveis complexas de maneira segura e escalonável.

A sua plataforma possui uma performance melhor do que algumas outras moedas digitais e sua blockchain possui camadas flexíveis e escalonáveis.

3- EOS

O EOS é uma plataforma com transações escaláveis e rápidas. Sendo assim, ele possui uma plataforma blockchain descentralizada e de alto desempenho.

4- Stellar

Por fim, o objetivo da Stellar é facilitar o envio e recebimento de dinheiro em múltiplas moedas com escalabilidade e taxas baixas.[

É seguro fazer staking?

Sim, é seguro fazer staking. Isso porque, este é um mecanismo previsto no protocolo das redes. Sendo assim, a rede já conta com formas de proteção para este tipo de transação.

No entanto, existem alguns riscos. Ou seja, é seguro, mas não é 100% sem riscos. Por exemplo, o valor das criptos passa por constantes oscilações de acordo com a lei da oferta e demanda no mercado.

Dessa forma, pode acontecer da sua cripto passar por uma desvalorização enquanto você faz staking. Neste caso, você vai ter uma quantidade maior de criptos com o staking, mas eles vão estar valendo menos.

Isso ocorre pois, durante o staking, as criptos ficam travadas. Ou seja, você não consegue negociar essas criptos e fugir de uma possível desvalorização dos ativos.

Dúvidas comuns

Algumas dúvidas comuns são staking são:

1- Onde fazer staking com criptomoedas?

O staking é feito por meio de exchanges. Algumas famosas são: Kraken, Binance e BlockFi

2- Como declarar staking criptomoedas?

Para informar as moedas digitais que você tem, basta entrar na ficha Bens e Direitos e selecionar o grupo 8. Depois disso, selecione o tipo de cripto que você tem.

Se você comprar criptos por staking, você deve informar o valor de aquisição zerado.

Sendo que em Discriminação você deve informar o tipo e a quantidade do ativo, além do nome e CNPJ da empresa onde está custodiado.

Se for custódia própria, você deve informar o modelo de carteira digital usado.

3- Qual o risco do staking?

Um dos riscos do staking é a volatilidade do mercado de criptos. Isso porque, como o preço das criptos passa por oscilações constantes, pode ocorrer da sua cripto se desvalorizar durante o staking.

Com isso, você pode ter uma quantidade maior de criptos com o staking, mas eles vão estar valendo menos.

4- O que é staking bloqueado Binance?

Em resumo, o staking Bloqueado é o processo de holding (manter fundos) na carteira de criptos para apoiar as operações da rede blockchain.

5- Qual melhor staking?

Por fim, algumas das melhores moedas para fazer staking são: Terra, (Luna), Polkadot (DOT), Avalanche (AVAX), Harmony (ONE) e Elrond (EGLD).

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Fontes: Finance one, Velotax, Criptofácil, Investnews, Binance e, por fim, Money times.

Bibliografia

  • Ortega, Fabiana. Staking: como obter renda passiva com criptomoedas e quais os riscos. Investnews. Acesso em 26 de julho de 2022.
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