Fundo Garantidor de Crédito – O que é, quais aplicações protege e riscos


O Fundo Garantidor de Crédito (FGC), serve como uma proteção em alguns tipos de investimento. Portanto, para as pessoas que preferem aplicações com baixo risco e com uma certa dose de segurança, é interessante descobrir quais investimentos possuem a proteção do FGC. 

No entanto, apesar de ser uma garantia em caso de falência das instituições financeiras, o FGC possui algumas regras e limitações. Por exemplo, o valor restituído pelo FGC possui um limite e, caso tenha um valor maior investido, você pode sair no prejuízo. 

Logo, além de saber quais investimentos possuem o Fundo de Garantidor de Crédito, é interessante também saber como é o seu funcionamento. 

Fundo Garantidor de Crédito - o que é, quais aplicações protege e riscos

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O que é o Fundo Garantidor de Crédito

O Fundo Garantidor de Crédito é uma instituição que tem por objetivo ajudar na proteção dos investimentos. Dessa maneira, o FGC que foi criado em 1995, é uma instituição privada e sem fins lucrativos. Ou seja, não se trata de uma instituição governamental.

A sua função máxima é a garantia da recuperação do dinheiro dos clientes em caso de falência da instituição financeira. Dessa forma, os investidores de perfil conversador, que não gostam de correr riscos, preferem investir em ativos que possuam a proteção do FGC. 

Fundo Garantidor de Crédito - o que é, quais aplicações protege e riscos

André Bona

Enfim, apesar da função principal de restituir o cliente, caso a instituição financeira quebre, o FGC também visa ajudar na manutenção do sistema financeiro do Brasil e na prevenção de crises no sistema bancário. 

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Como o FGC funciona

As instituições financeiras que são associadas ao Fundo Garantidor de Crédito, depositam periodicamente uma quantia no FGC. Alguns dos seus associados são, por exemplo:

  • Caixa Econômica Federal;
  • Bancos comerciais;
  • Sociedades de crédito, financiamento e investimento;
  • Bancos de desenvolvimento;
  • Sociedades de crédito imobiliário; 
  • Bancos de investimentos;
  • Companhias hipotecárias;
  • Bancos múltiplos;
  • e por fim, as associações de poupança e empréstimo.
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The cap

Esses valores depositados pelas instituições formam o patrimônio do FGC. Portanto, quando um banco vai à falência, o FGC devolve integralmente ou parte do dinheiro dos clientes. 

Desse modo, o Fundo Garantidor de Crédito faz a devolução de até R$ 250 mil por CPF/CNPJ em cada instituição. Logo, se o cliente tiver mais do que esse valor investido, ele terá prejuízo. Além disso, existe ainda outro limite, de R$ 1 milhão, que é renovado a cada quatro anos. 

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Suponhamos que Maria tenha investido R$ 250 mil em cinco instituições diferentes. Em três anos, quatro dessas instituições foram à falência e Maria conseguiu todo o dinheiro das quatro de volta. Porém, no ano seguinte, outra das instituições que ela investia faliu.

Simulador de investimentos

Como nos três anos anteriores Maria já conseguiu R$ 1 milhão de volta, ela estourou seu limite de devoluções e, na quinta falência, ela perdeu o dinheiro investido.

Em outras palavras, dentro de quatro anos o cliente só pode ter R$ 1 milhão devolvido, se ele precisar ser restituído de mais do que esse valor, ele sairá no prejuízo. 

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Investimentos com proteção do FGC

O FGC tem sua proteção limitada a apenas alguns tipos de investimentos, são eles:

Clínica do enriquecer

O tesouro direto não está nessa lista, pois, apesar de ser um dos investimentos mais seguros existentes, ele não conta com a proteção do FGC.

O motivo é simples, como ele é um título público, a probabilidade do país quebrar é pequena. E se isso acontecer, provavelmente, o sistema financeiro como um todo também não vai estar lá muito bem.

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Riscos

Apesar de, em teoria, as instituições que contam com a proteção do FGC proporcionarem investimentos seguros, na realidade, existem alguns riscos. O primeiro deles já foi comentado, que é o limite de proteção oferecido pelo Fundo Garantidor.

Entretanto, existe uma forma de minimizar esse risco, que é investindo em instituições sólidas e diversificando entre elas. Outro detalhe é que, se a conta for conjunta, o teto continua a ser de R$ 250 mil total. Dessa maneira, seria R$ 125 mil para cada um dos titulares. 

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Além da limitação do valor que pode ser devolvido a cada cliente, existe ainda o fato de que o FGC possui um patrimônio limitado. Em outras palavras, se várias instituições quebrarem ao mesmo tempo, o Fundo Garantidor de Crédito não terá dinheiro o suficiente para suprir toda a demanda. No entanto, se um banco pequeno for à falência, o FGC consegue arcar com as despesas.

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Mas, suponhamos que o Bradesco, o Banco do Brasil e o Santander declarem falência juntos. É claro que esse é um cenário hipotético e a probabilidade de virar realidade é pequena. Porém, é importante que o investidor tenha consciência que, caso isso aconteça, o FGC não consegue arcar com todas as despesas.

A instituição financeira faliu, e agora?

Quando uma instituição financeira vai à falência, ela envia uma lista de credores, com CPF e valores, ao Fundo Garantidor de Crédito. Ela também prepara os termos de cessão, que são os documentos de pagamento. 

Depois disso, o FGC escolhe um banco para realizar os pagamentos em nome do Fundo Garantidor. Esses pagamentos possuem prazo máximo de seis meses para serem efetivados. 

O dinheiro a ser devolvido para o cliente será o valor investido e os rendimentos acumulados até o dia da falência do banco. Portanto, o período entre a falência e a devolução por parte do FGC, não rende juros. 

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Bom pra.

Em resumo, os datas de restituições devem ser acompanhadas através do site do FGC. O recebimento deve ser feito pelo titular que deverá estar com documentos em mãos.

Por fim, assim que o cliente recebe a quantia devida, ele assina o termo de cessão e pronto, está livre para investir em outros ativos de outras instituições. 

Enfim, agora que você já sabe como funciona a proteção do FGC, aprenda também sobre a Renda fixa, o que é? Definição, principais tipos e como investir

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Fontes: Rico, F. e Infomoney

Imagens: Capital research, Bom pra., Trovo academy, Clínica do enriquecer, Aplicação financeira, André Bona, The cap e Simulador de investimentos


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