10 dicas imperdíveis para comprar dólar mais barato

Para comprar dólar mais barato, algumas dicas importantes, são comparar cotações e o mercado. Saiba mais dicas imperdíveis na matéria.

8 de julho de 2024 - por Sidemar Castro


Para comprar dólar mais barato, você tem algumas opções. A primeira, é comparar cotações. Pesquise em diferentes casas de câmbio.

Outra dica é evitar negociar no mercado paralelo. como nos aeroportos, que geralmente têm taxas mais elevadas. Também é importante analisar o Valor Efetivo Total (VET). O VET já inclui as taxas, tarifas e impostos. Tente encontrar um valor de câmbio próximo à cotação comercial do dólar.

Lembre-se de planejar a compra com antecedência e acompanhar a taxa de câmbio para aproveitar oportunidades de compra quando o valor estiver mais baixo. Leia na matéria a seguir, dicas de como comprar dólar mais barato.

10 dicas imperdíveis para comprar dólar mais barato

1) Faça um planejamento financeiro

Se você tem uma viagem marcada ou pretende viajar em breve, comece a planejar a quantidade de dólar que você irá precisar. Comprar de última hora geralmente resulta em preços mais altos.

Faça um cálculo estimado considerando despesas como alimentação, compras e transporte, além de um valor extra para emergências. Ao estimar gastos com hospedagem, alimentação, transporte, compras e imprevistos, você saberá o montante necessário em moeda estrangeira para a viagem.

Sem um planejamento financeiro prévio, você corre o risco de ter que comprar dólar a uma cotação muito alta no último instante, o que pode comprometer seu orçamento.

2) Compre dólar aos poucos

Adquira pequenas quantias da moeda de tempos em tempos, aproveitando as oscilações do mercado, como uma vez ao mês ou a cada duas semanas. Dessa forma, você terá adquirido o montante pela cotação média do período e aproveitado as menores taxas.

Ao longo do tempo, a cotação do dólar oscila, tendo momentos de alta e baixa. Ao adquirir a moeda em pequenas parcelas, você consegue uma média de preços mais vantajosa, pois compra parte em momentos de queda e parte em momentos de alta.

Se você comprar todo o dinheiro de uma vez, corre o risco de fazer a aquisição justamente em um momento em que a cotação está elevada. Ao parcelar, você dilui esse risco.

Ao comprar aos poucos, você tem mais tempo para acompanhar as tendências do mercado cambial e se programar para adquirir volumes maiores em momentos de queda da cotação. Comprar dólar em parcelas menores é mais fácil de encaixar no orçamento do que uma compra única de um valor alto. Isso ajuda a gerenciar melhor seus gastos.

3) Acompanhe o mercado

Acompanhando notícias sobre economia e política nos EUA e no Brasil, você consegue identificar quais eventos impactam a cotação do dólar, positiva ou negativamente. Isso permite tomar decisões mais assertivas sobre quando comprar.

Com o acompanhamento do mercado, você tem condições de comparar os preços praticados por diferentes instituições e escolher aquela que oferece a melhor cotação no momento da compra. Assim como ficar atento às falhas do mercado.

4) Analise o Valor Efetivo Total (VET)

O Valor Efetivo Total (VET) é um indicador importante para avaliar o custo total de uma operação de câmbio, incluindo a taxa cambial, IOF e tarifas. .

O VET permite comparar os custos totais entre diferentes instituições financeiras, mas não garante que uma delas praticará um dólar mais barato. Outros fatores como a cotação do dólar no mercado e a estratégia de cada empresa influenciam o preço final.

Para comprar dólar mais barato, é preciso aproveitar momentos em que a cotação estiver mais favorável. No entanto, o VET não indica a melhor hora para fazer o câmbio, apenas o custo total da operação.

Mesmo com o VET mais baixo, a instituição pode aplicar uma taxa de câmbio menos vantajosa. Por isso, é importante comparar a cotação do dólar em espécie com o VET. Outras opções como cartões pré-pagos também podem ter VET alto devido a taxas adicionais, tornando-os menos atrativos que o dólar em espécie.

5) Evite o cartão de crédito

Devido à oscilação do mercado, o cartão de crédito sempre possui as cotações mais altas. Além disso, é possível ter uma surpresa desagradável no fechamento da fatura se a moeda oscilar muito.

Portanto, para comprar dólar mais barato é recomendado evitar o uso de cartão de crédito. Existem algumas razões para isso: Ao usar o cartão de crédito para compras internacionais, é cobrado um IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 6,38% sobre o valor total. Esse imposto é maior do que o 1,1% cobrado na compra de dólar em espécie.

Além do IOF, os bancos ainda cobram um spread/ágio sobre a cotação do dólar, que pode chegar a 7%. Portanto, usar o cartão de crédito no exterior pode custar até 11% a mais.

O valor da compra em dólar é convertido em reais com base na cotação do dólar no dia do fechamento da fatura, e não na data da compra. Isso significa que o turista fica sujeito à oscilação da cotação até a data do fechamento da fatura.

Assim, a melhor opção para comprar dólar mais barato é evitar o uso de cartão de crédito e optar por outras alternativas como:

  • Comprar dólar em espécie em casas de câmbio ou bancos
  • Usar cartões pré-pagos carregados com dólar
  • Usar contas digitais internacionais com cartão de débito

6) Pesquise em mais de uma casa de câmbio

Consulte preços em diversas instituições. Isso pode até parecer óbvio, pois a diferença entre elas pode ser maior do que 5%.

Use ferramentas que comparam a cotação de várias casas de câmbio para encontrar o melhor preço. Negocie e evite comprar em aeroportos, que geralmente oferecem as piores cotações. Além disso, não deixe para comprar dólar no país de destino.

Existem diversas alternativas para comprar dólar, como casas de câmbio, bancos, contas digitais internacionais (como Wise, Nomad e C6 Bank) e até mesmo particulares. É preciso pesquisar e comparar as cotações e taxas de cada uma delas.

Ao comprar dólar em espécie, seja em casas de câmbio ou de particulares, é possível conseguir uma cotação mais próxima da taxa de câmbio comercial. Mas é preciso ficar atento às taxas e impostos cobrados por cada estabelecimento.

Existem sites e aplicativos que facilitam a comparação de preços, como o Meu Câmbio, que pesquisa o preço em diversas instituições financeiras e unifica o cadastro para o cliente.

7) Guarde o saldo do cartão pré-pago internacional

No retorno, havendo sobras, é aconselhável não revender os créditos no cartão pré-pago, caso tenha nova viagem programada nos próximos 6 meses. Se a próxima viagem for depois de 6 meses, é aconselhável vender para a instituição onde foi adquirido e evitar tarifas de manutenção cobradas pelas administradoras.

Assim, ao carregar o cartão com dólar antes da viagem, você evita a variação cambial e a dupla conversão que ocorre com o cartão de crédito. Com o cartão pré-pago, você já tem a moeda do país de destino.

Alguns bancos costumam dar um pequeno desconto de R$ 0,01 ou R$ 0,02 por dólar na compra com cartões pré-pagos em relação ao dinheiro vivo. Portanto, é possível conseguir uma cotação ligeiramente melhor.

Caso sobre dinheiro no cartão após a viagem, é possível converter o saldo para outra moeda na próxima recarga, evitando perdas com a compra de dólares. Cartões pré-pagos como o da Wise têm o melhor câmbio do mercado, com apenas 1,1% de IOF, quase 6x mais econômico que outras opções.

Não há percentagem de lucro em cima do valor do câmbio quando a compra é feita em moedas que estão na sua conta. Se feita em outras moedas, uma taxa de conversão é cobrada.

8) Não deixe para trocar dinheiro no país de destino

Geralmente, os aeroportos e hotéis nos países de destino cobram taxas e spreads altos para fazer a troca de moeda. Ou seja, é mais vantajoso comprar o dólar antes da viagem.

Ao chegar no país de destino, você pode não encontrar uma casa de câmbio ou banco aberto imediatamente, o que pode gerar transtornos. Portanto, é melhor já ter o dinheiro em mãos.

Caso você precise trocar dinheiro no país de destino, é recomendado procurar por casas de câmbio fora dos aeroportos e hotéis, pois elas costumam oferecer melhores taxas.

9) Abra uma conta digital internacional

As contas digitais internacionais, como Nomad, Wise e Revolut, são alternativas mais baratas do que comprar dinheiro em espécie. Elas têm IOF de apenas 1,1% e permitem fazer compras com saldo em dólar, seja usando wallets digitais ou cartão físico. Se precisar de dinheiro em espécie, é possível sacar em caixas eletrônicos.

Ao ter uma conta com saldo em dólar, você evita a variação cambial e a dupla conversão que ocorre com o cartão de crédito. Com a conta digital, você já tem a moeda do país de destino.

Algumas contas digitais, permitem fazer câmbio instantâneo, transferências, investimentos, saques e muito mais tudo em um único aplicativo, com praticidade e segurança.

A abertura da conta é feita por meio de aplicativo próprio, e não há cobrança de taxa de abertura nem de manutenção. O cartão de débito internacional também é livre de tarifas de ativação ou anuidade.

10) Consulte se seu banco oferece serviço de câmbio

Algumas instituições bancárias oferecem taxas competitivas para a compra de dólar. Verifique se o seu banco possui esse serviço.

Alguns bancos têm condições diferenciadas para correntistas, com taxas de câmbio mais atrativas. Bancos como Banco do Brasil e BRB possuem caixas eletrônicos com saque em dólar, o que pode ser conveniente.

No entanto, é preciso ficar atento a algumas desvantagens: Alguns bancos cobram tarifas altas pelo serviço de câmbio, chegando a R$ 60 por transação. Para baixas quantias, isso pode tornar a operação mais cara. A cotação do dólar oferecida pelos bancos costuma incluir uma margem de lucro, tornando-a menos vantajosa que a de casas de câmbio.

  • Leia mais: Agora que sabe como comprar dólar mais barato, que tal aprender sobre a HistórIa do Dólar?

Fontes: Melhores Destinos, ATM Brasil, Wise, Valor Investe, Day Cambio

George Stigler: vida e carreira do Nobel de economia

Margaret Thatcher: quem foi e quais foram as contribuições dela?

Economia comportamental: o que é e como funciona?

Daniel Kahneman: biografia e carreira do Nobel de economia